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Apuração pelo Brasil

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Reitor da UFPE estima que incêndio causou prejuízo de R$ 100 milhões.

Além dos danos estruturais, incêndio destruiu projetos de pesquisa de doutorado na noite dessa quarta-feira (7/10). Causas são investigadas

08/10/2026 09:45, atualizado 08/10/2026 09:48

O reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, afirmou nesta quinta-feira (8/10) que estima em R$ 100 milhões o prejuízo causado pelo incêndio de larga escala que atingiu um prédio da universidade na noite dessa quarta (7/10).

“Estimamos aí, em termos de equipamentos, insumos e material de maneira, uma aproximação de 100 milhões”, lamentou.

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O fogo atingiu o prédio de Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Nide). A ala abrigava materiais e projetos de pesquisa da universidade, incluindo estudos relacionados a câncer, obesidade, Covid-19, TDAH e autismo. Ninguém ficou ferido.

Gomes estima ainda que estavam no prédio em torno de 80 dissertações e teses de doutorado. “É uma perda irreparável, porque dados de 20 anos de pesquisa eram também, digamos assim, guardados nos espaços”, afirmou.

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“É um prédio que acomodava vários laboratórios de pesquisa. Na área de inovação terapêutica, na área de fármaco, na área de genética, e também tinha laboratórios de informática e computação. E no andar térreo, nós temos dois NB3, que são laboratórios de segurança nível 3 e dependências de outras unidades, como da educação física. Nós perdemos o andar superior completamente”, detalhou o reitor da universidade.

Segundo Alfredo, “o núcleo funcionava nessa unidade por mais de 10, 20 anos, se fazia a manutenção e a revisão regular da unidade e nós nunca tivemos nenhum tipo, nessa unidade especialmente, de reportar alguma situação como essa, de risco”.

O reitor acrescentou que os materiais inflamáveis armazenados no prédio não foram a causa do incêndio, que está em apuração.

“É claro que era um prédio antigo, onde funcionou no passado o antigo restaurante da universidade, e ele foi transformado em um espaço para acomodar laboratório. Então, tinha material inflamável, e isso obviamente era um potencial para algum risco de incêndio, mas não foi a razão esse material acomodado. A gente está querendo entender mais profundamente as causas, para dessa forma poder tomar as providências necessárias”, afirmou.

A Polícia Federal investiga o caso.