Reforma de ministério “fantasma” na Esplanada custará R$ 100 milhões

Ministério da Economia anunciará obras de reparo na ex-sede do Comando do Exército, no Bloco O. Prédio está subutilizado desde 2015

Jacqueline Lisboa/MetrópolesJacqueline Lisboa/Metrópoles

atualizado 13/09/2019 15:17

Nas próximas semanas, a Secretaria de Patrimônio da União e o Ministério da Economia anunciarão obras de reparo na ex-sede do Comando do Exército, de responsabilidade do Ministério da Defesa, no Bloco O da Esplanada, abandonado há quatro anos. O projeto custará ao menos R$ 100 milhões, segundo adiantou o governo federal ao Metrópoles.

Desde quando o órgão verde-oliva deixou a Esplanada, em 2015, o prédio ficou subutilizado. Mesmo sem atividades, o custo de manutenção ultrapassa R$ 100 mil mensais com vigilância e eletricidade. O governo federal desembolsou com a estrutura abandonada R$ 5,6 milhões durante esse período.

Apesar de dar detalhes sobre o futuro da estrutura, o Ministério da Economia faz suspense sobre qual órgão público está interessado em ocupar o prédio. “O anúncio será feito assim que finalizarmos o processo”, resumiu, em nota, ao destacar que a negociação está sendo finalizada.

Os custos aos cofres públicos para a reativação da estrutura podem ficar ainda mais altos. O valor inicial, de R$ 100 milhões, está previsto apenas para garantir obras básicas. “Entretanto, podem ocorrer alterações caso haja atualização do projeto a cargo do novo gestor do prédio”, previne-se o Ministério da Economia.

O prédio foi construído em 1950, em um espaço de 24 mil metros quadrados, e nunca recebeu reforma estrutural. Quando os oficiais do Exército deixaram o espaço, a promessa do governo era reduzir gastos com manutenção. À época, o funcionamento da estrutura, capaz de receber quase 1,7 mil servidores, custava 30% a mais do que o dos outros prédios.

Uma obra planejada ainda no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) nunca saiu do papel. Inicialmente, a necessidade de reparos nas instalações elétricas, hidráulicas e de acessibilidade obrigou os militares a deixarem o edifício.

Últimas notícias