Quem são os franceses que invadiram estátua para andar no braço do Cristo Redentor

Clément Dumais e Paul Roux-dit-Buisson produzem vídeos no topo de torres e monumentos pelo mundo. Eles estiveram no RJ e em SP

atualizado 26/08/2021 11:23

Clément Dumais

São Paulo – Os franceses Clément Dumais, de 28 anos, e Paul Roux-dit-Buisson, de 27 anos, viajam em busca de prédios, torres e antenas e repetem o mesmo procedimento: entram no local sem autorização e sobem no ponto mais alto do lugar para produzir vídeos e fotos que são compartilhadas nas redes sociais.

Nesta quarta-feira (25), Clément e Paul acabaram presos no Rio de Janeiro – uma situação recorrente também para a dupla – após invadirem a estátua do Cristo Redentor. Eles são praticantes de parkour – modalidade esportiva onde os praticantes saltam sobre muros e diversos obstáculos. Chegam até mesmo a pular de um prédio para outro.

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Houve um planejamento da ação. Na tarde desta terça, Clément e Paul subiram em direção ao Cristo pelo Trem do Corcovado, após o embarque na estação do Cosme Velho, na zona sul do Rio. Pouco antes da atração ser fechada ao fim do dia, os dois se esconderam na mata e aguardaram pelo momento de sair.

Cadeado quebrado

De acordo com o jornal O Globo, na sequência, eles arrebentaram os cadeados da porta de acesso ao interior da estátua e passaram a noite por lá. Pela manhã, chegaram a subir no braço do Cristo para produzir o conteúdo de imagens e vídeos para seus seguidores.

“Estávamos em pé em cima dos braços e da cabeça do Cristo e um segurança nos viu”, disse Paul Roux-dit-Buisson à agência de notícias AFP.

Quando estavam no topo do Cristo, eles foram vistos por policiais do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur) e acabaram detidos na sequência. Posteriormente, os dois foram liberados após o pagamento da fiança estabelecida em R$ 5 mil.

Vídeos confiscados

Durante a abordagem, os policiais confiscaram as fotos e vídeos produzidos no alto do Cristo.

Em São Paulo, a dupla conseguiu fazer seus registros e compartilhar nas redes sociais. Eles subiram no topo de uma antena de transmissão de TV e também caminharam, sem qualquer tipo de equipamento de segurança, pelos topos de prédios – à beira do abismo – como se estivessem caminhando pelo Ibirapuera.

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