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Brasil

Quem são os deputados do PL que não assinaram urgência da anistia

Oposição pressiona para destravar tramitação da anistia e tenta mobilizar parlamentares para que assinem requerimento de urgência

09/04/2025 02:00, atualizado 09/04/2025 16:28
Agência Brasil
oposição

A oposição ao governo Lula, capitaneada pelo Partido Liberal (PL), pressiona e mobiliza parlamentares para destravar a tramitação do projeto de lei que anistia os envolvidos nos ataques do 8 de Janeiro. A bancada do PL na Câmara, embora vocal na defesa da matéria, não é unânime no apoio à urgência do texto. Do bloco formado por 92 parlamentares, quatro não havia assinado o requerimento até o fim da noite de terça (8/4).

Levantamento do Metrópoles se baseia na lista de assinaturas ao documento, atualizada até a noite dessa terça-feira (8/4). No decorrer do dia, a bancada do PL tentou mobilizar deputados para que assinassem o requerimento.

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Veja quem são os deputados do PL que, ao menos até o momento, não assinaram a urgência:

  • Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP).
  • Detinha (PL-MA).
  • João Carlos Bacelar (PL-BA).
  • Josimar Maranhãozinho (PL-MA).

Conforme informações disponíveis no site da Câmara, Robson Faria ainda é considerado parte da bancada do PL e não teria assinado a urgência. Ele, entretanto, migrou para o Republicanos. A oficialização da mudança de sigla no sistema da Casa depende de ofício enviado à Mesa e assinatura de Hugo Motta.

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A lista já passa de 200 deputados apoios, mas Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, tenta chegar a 257 assinaturas. Além do PL, assinaram o requerimento de urgência deputados de siglas como União Brasil e Republicanos — partidos que, inclusive, compõem a base do governo federal no Congresso Nacional.

Caso o requerimento atinja 257 assinaturas (maioria absoluta de deputados) ou dos líderes que representem esse número de deputados, a matéria pode ir a Plenário sem passar pelas comissões da Câmara. O mecanismo, assim, encurta a tramitação do texto na Câmara dos Deputados.

O Partido Liberal, desde o fim de março, tentava pressionar Hugo Motta a pautar a urgência da matéria. Entretanto, enquanto perdurou a obstrução, houve falhas na articulação e a oposição não conseguiu paralisar totalmente os trabalhos na Casa.

Mais cedo, o PL anunciou que decidiu suspender a obstrução que estava promovendo nas comissões e no plenário da Casa. “Estamos apostando no diálogo com os colegas parlamentares, que vêm se sensibilizando com essa pauta de justiça, de humanidade e de pacificação nacional”, afirmou Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).