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Brasil

Quem era Tuíre Kayapó, ativista indígena que morreu aos 54 anos

A ativista será sepultada neste domingo (11/8) na aldeia Gorotiré, em Cumaru do Norte (PA). Ela será enterrada ao lado da única fillha

11/08/2024 10:24, atualizado 11/08/2024 12:26
Simone Giovine/Associação da Floresta Protegida
Imagem colorida da ativista pelos direitos dos indígenas Tuire Kayapó - Metrópoles

Precursora na luta das mulheres indígenas por direitos e símbolo de resistência e luta por justiça dos povos originários, a ativista Tuíre Kayapó morreu, nesse sábado (10/8), aos 54 anos. Ela lutava contra um câncer no colo do útero.

A ativista será sepultada neste domingo (11/8) na aldeia Gorotiré, em Cumaru do Norte, no sul do Pará. Ela será enterrada ao lado da única filha biológica.

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A ativista dedicou a vida para defender os direitos dos povos indígenas e garantir a proteção das florestas. Mesmo passando pelo tratamento de câncer, Tuíre coordenava um projeto para ensinar mulheres da aldeia a costurar.

Luta pela proteção do direito dos indígenas e das florestas

Tuíre foi reconhecida como uma liderança dos povos originários do Brasil, mesmo sem receber o título de cacique. Entre as pautas defendidas por ela, estavam o combate do garimpo em terras indígenas e o posicionamento contrário ao marco temporal.

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A ativista indígena Tuíre Kayapó
A ativista indígena Tuíre Kayapó
Ativista indígena Tuíre Kayapó
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Ativista indígena Tuíre Kayapó

Benjamin Mast
A ativista indígena Tuíre Kayapó
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A ativista indígena Tuíre Kayapó

Reprodução/Governo Federal
A ativista indígena Tuíre Kayapó
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A ativista indígena Tuíre Kayapó

Simone Giovine/Associação da Floresta Protegida

Em 1989, a imagem de

Tuíre colocando um facão no rosto do então presidente da Eletronorte

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, José Antônio Muniz Lopes, chegou a repercutir mundialmente. O episódio ocorreu durante o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em Altamira, Pará, em 1989.

À época, a ativista ficou conhecida pela resistência à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Além disso, ela foi intitulada como a menina de 19 anos que desafiou o “homem branco”.

“Durante toda a sua vida, Tuíre dedicou-se com coragem e determinação à proteção das terras indígenas, à defesa da cultura de seu povo e à garantia de direitos que asseguram a continuidade de uma antiga herança ancestral. Sua figura se tornou um ícone global, reverenciada por sua firmeza em momentos críticos e por sua habilidade em articular as demandas de seu povo com os desafios contemporâneos”, escreveu a Associação Floresta Protegida em comunicado publicado no Instagram.

Autoridades lamentam morte de ativista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se solidarizou com familiares e amigos: “Hoje perdemos a liderança Tuíre Kayapó, uma referência na defesa dos povos originários do nosso país. Solidariedade aos familiares e amigos de Tuíre”.

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também publicou uma nota de pesar.

“Tuíre Kayapó dedicou sua vida à proteção de seu povo e de seu território, sempre guiada pela busca por direitos e respeito aos povos indígenas. Seu legado de resistência continuará a inspirar aqueles que lutam por um Brasil mais justo para os povos indígenas”, diz a publicação.

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, também se manifestou. “Que os ancestrais te recebam, Tuíre. Seguiremos aqui honrando sua luta”, escreveu em um post no X (antigo Twitter).