Quem era a mulher morta pelo ex após filhos saírem para a escola
Vítima de feminicídio foi atacada deitada na cama pelo ex, que não aceitava o fim do relacionamento de 15 anos. Tragédia ocorreu no Rio
atualizado
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Dona de salão de beleza, mãe, mulher. Camile Barbosa Duarte Antunes, de 30 anos, foi encontrada morta na cama de casa, na manhã dessa terça-feira (2/6), logo após os filhos gêmeos, de 12 anos, terem saído para irem à escola, em Campo dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro.
Deitada e sem defesa, ela foi pega de surpresa pelo ex-companheiro, Ruan Henrique Oliveira de Souza, de 31, que a esfaqueou até a morte, após diversos golpes na nuca, nos seios e nas mãos.
O assassino, pai dos filhos de Camile e com quem ela manteve uma relação conturbada e permeada por brigas e agressões por 15 anos, esperou exatamente um minuto da saída dos gêmeos para invadir a casa, no bairro residencial Parque Califórnia.
Imagens das câmeras de segurança registraram a entrada. As crianças saíram às 7h21 e, às 7h22, Ruan entrou com a chave do portão, que ainda tinha posse.
Ele saiu de lá às 8h15, mas retornou rapidamente para também se matar enforcado nos fundos da casa da família, usando escada e corda.
A delegada do caso, Madeleine Dykeman, afirmou que esteve na cena do crime e descreveu o que viu como uma “filme de terror”:
“Entramos na casa e o que a gente viu ali foi uma cena brutal. Na verdade, parecia uma cena de filme de terror, uma mulher teve a sua vida arrancada brutalmente pelo ex-companheiro. Ele desferiu vários golpes de faca no corpo dela”, afirmou.
Ex traiu a vítima e não aceitava o fim do relacionamento
Camile terminou o relacionamento com Ruan em fevereiro, após descobrir uma traição. No mesmo mês, um pouco antes do término, ele havia dado uma surra nela, que ficou com o olho roxo, mas não registrou boletim de ocorrência.
A polícia também não foi informada quando, há duas semanas, Ruan, que tinha retornado da casa da mãe, no Espírito Santo, para onde foi após a separação, ameaçou Camile com uma arma na cabeça, dizendo que a mataria e que depois tiraria a própria vida.
Ele não aceitava o fim do relacionamento. Assim como não aceitava o trabalho de Camile, que era dona de um salão de beleza no centro da cidade.
Segundo testemunhas, ele exigia voltar para casa para ver os filhos. Mas dizia que só pagaria a pensão a eles se Camile o deixasse entrar. “Por várias vezes, ele ia à casa, mas ela não queria voltar”, detalhou a delegada.
Com a morte do assassino de Camile, o caso será agora arquivado pela Polícia Civil, uma vez que não há punibilidade a ser aplicada. Após a trágica morte de ambos os pais, os gêmeos estão agora sob a responsabilidade de parentes.









