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Brasil

Quem é Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin e deputado alvo da PF

Alexandre Ramagem (PL-RJ) é investigado pela PF por suposta espionagem ilegal na Abin, durante os anos que comandou a agência

25/01/2024 07:24, atualizado 25/01/2024 08:49
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin. Hoje, deputado federal

Alvo de operação da Polícia Federal (PF) que investiga suposta espionagem ilegal na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) dirigiu a Abin no período entre julho de 2019 e março de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Ramagem foi o primeiro diretor-geral da agência a disputar uma vaga no Congresso Nacional nas Eleições de 2022.

De acordo com a coluna de Guilherme Amado, do Metrópoles, Ramagem é o pré-candidato favorito do Partido Liberal à prefeitura do Rio de Janeiro. O nome dele foi escolhido pelo próprio ex-presidente Bolsonaro.

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Alexandre Ramagem com filhos de Bolsonaro, em festa de Ano-Novo
Bolsonaro cumprimenta Ramagem, chefe da Abin durante seu governo
Alexandre Ramagem e Bolsonaro
O deputado federal Alexandre Ramagem: delegado é cotado no PL para disputar Prefeitura do Rio
O deputado federal Alexandre Ramagem
Ramagem foi alvo de operação da PF nesta quinta-feira (25/1)
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Ramagem foi alvo de operação da PF nesta quinta-feira (25/1)

Marcos Oliveira/Agência Senado
Alexandre Ramagem com filhos de Bolsonaro, em festa de Ano-Novo
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Alexandre Ramagem com filhos de Bolsonaro, em festa de Ano-Novo

Reprodução/Instagram
Bolsonaro cumprimenta Ramagem, chefe da Abin durante seu governo
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Bolsonaro cumprimenta Ramagem, chefe da Abin durante seu governo

Valter Campanato/Agência Brasil
Alexandre Ramagem e Bolsonaro
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Alexandre Ramagem e Bolsonaro

Igo Estrela/Metrópoles
O deputado federal Alexandre Ramagem: delegado é cotado no PL para disputar Prefeitura do Rio
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O deputado federal Alexandre Ramagem: delegado é cotado no PL para disputar Prefeitura do Rio

Valter Campanato/Agência Brasil
O deputado federal Alexandre Ramagem
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O deputado federal Alexandre Ramagem

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Em 2020, Bolsonaro tentou nomear Alexandre Ramagem, então diretor-geral da Abin, ao comando da PF. Contudo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a nomeação poucas horas antes da cerimônia de posse.

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Desta forma, nomeação até chegou a ser publicada no Diário Oficial da União (DOU), mas ele não foi empossado.

“Apresenta-se viável a ocorrência de desvio de finalidade do ato presidencial de nomeação do Diretor da Polícia Federal, em inobservância aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e do interesse público”, declarou Moraes.

Tal decisão acolheu o pedido apresentado pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), além de ter considerado que haveria necessidade de impedir o ato devido às declarações de Sergio Moro, que, à época, afirmou que o ex-presidente queria interferir na PF.

Segundo Moro, Bolsonaro tinha a intenção de colocar “alguém do contato pessoal dele”, para “colher informações de investigações em andamento”.

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Operação da PF

Equipes da Polícia Federal fazem buscas no gabinete do parlamentar na Câmara dos Deputados e no apartamento funcional, na manhã desta quinta-feira (25/1). Além de Ramagem, são alvos da “Operação Vigilância Aproximada” policiais federais.

Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa que se infiltrou na Abin para monitorar ilegalmente a geolocalização de dispositivos móveis de servidores públicos, políticos, policiais, advogados, jornalistas e juízes sem autorização judicial.

Ao todo, a PF cumpre 21 mandados de busca e apreensão. Destes, 18 são em Brasília (DF), um em Juiz de Fora (MG), um em São João del Rei (MG) e um no Rio de Janeiro.