Queiroga diz que testagem e vacinação são deveres de governadores

Declaração foi dada durante a cerimônia de recepção das doses de vacinas da Pfizer contra a Covid-19 para crianças, em São Paulo

atualizado 13/01/2022 17:57

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anuncia durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira 5:01, a inclusão de crianças de 5 a 11 anos contra covid 19 9Igo Estrela/Metrópoles

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, atribuiu, nesta quinta-feira (13/1), a responsabilidade da testagem contra Covid-19 aos estados e municípios. Queiroga afirmou que realizar ações de vacinação e testagem nas cidades é “mais efetivo que enviar ofício” ao Ministério da Saúde.

A declaração foi dada durante a cerimônia de recepção das doses de vacinas da Pfizer contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos. A farmacêutica entregou 1,2 milhão de imunizantes ao governo federal nesta madrugada.

Durante o evento, Queiroga declarou que o governo federal disponibilizará 28 milhões de exames para detecção de Covid-19 aos estados e municípios no mês de janeiro. Do quantitativo, 13 milhões devem ser enviados até o dia 15, prometeu o ministro. Além disso, em fevereiro, estão assegurados 7,8 milhões de testes.

“É necessário que os estados e municípios se associem nesta questão da testagem. Porque na ponta quem testa são os municípios, não é o Ministério da Saúde. Sem os 5.570 secretários de Saúde não tem testagem, não tem vacina. Eles que estão lá na ponta aplicando”, afirmou Queiroga.

O ministro também disse que alguns estados têm vacinas em estoque. “O lugar de se colocar vacinas é no braço da população, peço o apoio dos governadores, dos secretários estaduais de Saúde para que apliquem essas vacinas. Muito mais efetivo do que enviar ofício pro ministro da Saúde é, na ponta, fazer com que as políticas tenham concretude”, concluiu.

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Carta de secretários

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou, no início da noite de quarta-feira (12/1), carta aberta ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, alertando para o “estabelecimento de uma nova onda de casos de Covid-19 no Brasil, em consequência do rápido avanço da variante Ômicron na transmissão comunitária em todas as regiões”.

O colegiado de secretários cobrou do governo federal “imediatas decisões nacionais” para evitar o colapso dos sistemas público e privado de saúde, pois “óbitos evitáveis poderão ocorrer pela não garantia de acesso à internação”.

De acordo com o Conass, houve aumento superior a 300% nos casos notificados de Covid-19 no Brasil, apesar da dificuldade no acesso à testagem, passando de 1.721 casos em 2 de janeiro para 24.382 casos no último domingo (10/1).

Diante da situação, os secretários pedem ao ministro da Saúde a inclusão imediata da vacinação de crianças e adolescentes contra a Covid-19 no calendário nacional de vacinação; uma campanha nacional de incentivo à vacinação de toda a família; o aporte de recursos financeiros para abertura de pontos de testagem em massa e a reabilitação de leitos para o atendimento a pacientes com Covid-19.

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