Quadrilha tinha “central telefônica do tráfico” em Goiás

Operação Babilônia desmantelou esquema de "delivery" de drogas em Goiânia ; 15 pessoas foram presas

atualizado 24/02/2021 15:03

drogas apreendidasDivulgação/Polícia Civil de Goiás

Goiânia – “Delivery” de drogas. Esse foi o esquema criminoso e complexo de entrega de entorpecentes desmantelado e concluído na capital goiana, nesta quarta-feira (24/2). De acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO), três grupos criminosos montaram uma verdadeira “central telefônica do tráfico”, em que os usuários encomendavam as drogas por telefone ou por meio de aplicativos de mensagens pela internet, e os narcóticos eram entregues por vários traficantes na região metropolitana.

Os grupos disparavam mensagens em massa, o que permita que as drogas fossem entregues de forma rápida.

Conforme informações da Polícia Civil, os grupos criminosos tinham procedimentos bastante sofisticados de operação em Goiânia e respondiam a lideranças ligadas à organização criminosa de âmbito nacional – oriundas do Rio de Janeiro – custodiadas em presídios goianos.

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Babilônia

A conclusão da Operação Babilônia se deu dois meses após o início da deflagração, em dezembro de 2020, pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc). Segundo a PCGO, a engenharia e rapidez dos grupos envolvidos contribuiu para a criação de uma grande demanda por drogas em Goiânia, além de levar ao vício e ao tráfico um número imensurável de pessoas, sem contar com a contribuição para a prática de diversos crimes graves, tais como homicídios, roubos, furtos, extorsões, latrocínios e outros.

Ainda de acordo com a PCGO, no total, foram cumpridos 39 mandados, sendo 19 de prisão e 20 de busca e apreensão, sendo inclusive executados no interior de presídios goianos. Armas, drogas, quantias em dinheiro, veículos e outros bens ligados à atividades criminosas foram apreendidos na operação.

Das 18 pessoas detidas na operação, 15 continuam presas e à disposição do Poder Judiciário, para fins de responsabilização criminal dos envolvidos.

Só o relatório final do inquérito policial tem 121 páginas, de um total de 1.400. Foram mais de 1.000 (mil) horas de monitoramento, entre medidas cautelares e operações de diligências de campo.

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