PT condena possíveis “ações letais” da CIA na Venezuela

Partido dos Trabalhadores defende que declarações de Trump são “uma afronta à soberania” da Venezuela

atualizado

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Bandeira do PT
1 de 1 Bandeira do PT - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou, nesta quinta-feira (16/10), uma nota condenando a atitude do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de autorizar a Agência Central de Inteligência (CIA) a realizar ações secretas na Venezuela com o objetivo de intensificar uma campanha contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Segundo a sigla, as declarações do norte-americano “são uma afronta à soberania” da Venezuela e “uma violação do Direito Internacional”. “É uma iniciativa inaceitável e deplorável”, afirmou o partido.

“Soma-se a isso o cerco militar que vem sendo praticado contra o povo venezuelano, com execuções sumárias de vidas humanas por forças militares norte-americanas. Trata-se de uma prática inadmissível, sem base legal e sem qualquer processo investigativo”, diz o comunicado.

As operações, confirmadas por Trump nessa quarta-feira (15/10), podem incluir “ações letais” e outras iniciativas da inteligência americana no Caribe, podendo ser executadas isoladamente ou em conjunto com operações militares maiores.

Ações da CIA são comuns na América Latina desde o século passado. Houve envolvimento da agência, por exemplo, em golpes de Estado que levaram à instalação de ditaduras militares em países como Brasil e Chile.

De acordo com o PT, a instituição deixou “marcas de ingerências, ilegalidades, golpes, repressão e ditaduras sangrentas no subcontinente”.

“O Partido dos Trabalhadores condena com veemência mais um ataque dos EUA à soberania da Venezuela. Somos defensores do Direito Internacional e dos princípios da não ingerência e da autodeterminação dos povos em qualquer parte do mundo”, conclui a nota.

Em resposta à Trump, o governo de Nicolás Maduro classificou as falas do republicano como “belicosas e extravagantes” e acusou o governo norte-americano de promover “uma política de agressão, ameaças e assédio” contra o país.

Operações no Caribe venezuelano

Desde setembro, os EUA vêm bombardeando barcos que supostamente pertencem a organizações narcoterroristas.

O último ataque aconteceu na terça-feira (14/10), quando militares bombardearam um barco em águas internacionais perto da costa da Venezuela. Segundo Trump, seis pessoas morreram.

Desde agosto, este foi o quinto ataque registrado pelo Exército americano contra embarcações próximas ao litoral venezuelano, no Mar do Caribe. As operações, no entanto, têm sido alvo de críticas de entidades internacionais.

O governo venezuelano pediu para que a comunidade internacional investigue os ataques, afirmando que as vítimas — que os EUA alegam ser narcotraficantes — eram apenas pescadores.

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