PSDB define candidatos das prévias para presidente; veja próximos passos

João Doria, Eduardo Leite, Tasso Jereissati e Arthur Virgílio vão disputar em novembro posto de candidato tucano para 2022

atualizado 21/09/2021 14:09

Eduardo Leite e João DoriaGoverno de São Paulo

São Paulo – O PSDB encerrou, na última segunda-feira (20/9), as inscrições nas prévias que vão definir quem será o candidato do partido à Presidência da República em 2022. Estão na disputa o governador de São Paulo, João Doria, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o senador Tasso Jereissati e o ex-senador Arthur Virgílio.

Esta é a primeira vez que a sigla faz prévias para uma eleição presidencial – o processo já foi utilizado para escolher o candidato para Prefeitura de São Paulo em 2016, no qual Doria saiu vencedor. O PSDB é um dos partidos que lideram a chamada “terceira via” para 2022, que busca se opor tanto a Jair Bolsonaro (sem partido) quanto a Lula (PT).

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As campanhas para as prévias só começam oficialmente a partir desta terça (21/9), com a definição dos participantes. Os recursos da pré-campanha podem ser custeados pelo PSDB.

Mas Doria e Leite já têm viajado pelo Brasil em busca de aliados, como prefeitos, governadores e deputados de diversos estados. Até agora, o paulista possui o apoio declarado dos diretórios de São Paulo e do Pará, enquanto o gaúcho já é respaldado oficialmente pelo PSDB de Minas Gerais e do Paraná.

Visitas em cidades

O governador de São Paulo visitou diversas cidades, como Natal (RN), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Campo Grande (MS), Goiânia (GO), Florianópolis (SC) e Vitória (ES), em sua campanha pelas prévias. Eduardo Leite, por sua vez, já foi a Brasília (DF), ao Rio e ao Recife.

A campanha ainda terá debates temáticos entre os candidatos, em cinco regiões do país: Belém (PA), Recife (PE), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC) e Rio de Janeiro (RJ). Em cada encontro, os políticos vão discutir assuntou ligados às respectivas localidades. A primeira mesa-redonda será realizada em 18 de outubro.

Quem são os candidatos

Eduardo Leite tem 36 anos, é formado em direito e antes de ser governador do Rio Grande do Sul foi prefeito de Pelotas de 2013 a 2017, onde também atuou como vereador. Ele está no PSDB desde a época da faculdade, mas, na escola, já participava do movimento estudantil. Sua primeira eleição se deu em 2004, quando concorreu para vereador – mas não venceu.

Eduardo Leite (PSDB)
Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul

Atuou como assessor na Prefeitura de Pelotas e se elegeu vereador em 2008. Em 2010, foi suplente de deputado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e, no mesmo ano, venceu a disputa para prefeito de Pelotas. Em 2018, Leite ganhou a corrida eleitoral para governador do estado.

João Doria tem 63 anos, é jornalista de formação e foi eleito governador de São Paulo em 2018. Antes, era prefeito da capital paulista. Filiado ao PSDB desde 2001, tornou-se conhecido após apresentar programas de televisão sobre o mundo dos negócios.

João Doria

Atuou como secretário de Turismo de São Paulo entre 1983 e 1986, presidiu a Embratur até 1988 e, depois, dedicou-se somente à iniciativa privada. Em 2016, foi eleito prefeito da cidade de São Paulo no primeiro turno, e tomou posse em janeiro de 2017. Deixou o cargo em abril de 2018, para disputar o governo do estado, vencendo no segundo turno contra Marcio França (PSB).

Arthur Virgílio tem 75 anos, é filho de político e já ocupou diversos cargos: foi deputado federal, senador da República e prefeito da cidade de Manaus, capital do Amazonas. Em 1982, elegeu-se deputado federal pelo PMDB. Em 1988, venceu a disputa para a Prefeitura de Manaus pelo PSB, mas no ano seguinte filiou-se ao PSDB.

Arthur Virgílio Neto, prefeito de Manaus

Foi deputado federal novamente em 1994 e 1998. Em 2002, elegeu-se senador, cargo que ocupou até 2011. Assumiu novamente a Prefeitura de Manaus entre 2013 e 2016, e depois de 2016 a 2020. Foi também ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no Governo Fernando Henrique Cardoso.

Tasso Jereissati tem 72 anos, é administrador e senador pelo estado do Ceará. Ele também já foi governador do Ceará e presidente nacional do PSDB por duas vezes.

Ele foi governador do Ceará por três mandatos, entre 1987 a 1990, e depois entre 1995 e 2002. Depois, foi senador de 2003 a 2011, e depois assumiu de novo o cargo em 2015, e está no Senado até agora. Em 1991, foi presidente nacional do PSDB, quando desempenhou papel importante na candidatura de Fernando Henrique Cardoso. Além de político, Tasso teve grande atuação como empresário: foi o responsável por inaugurar o shopping Iguatemi de Fortaleza em 1982.

Entenda como será a votação

As prévias serão realizadas entre 21 de novembro e 28 de novembro, caso haja segundo turno. A votação será feita por meio de um sistema eletrônico, de forma remota. Mas para os filiados que ocupem cargos eletivos haverá a possibilidade de votar presencialmente em Brasília.

O sistema de votação eletrônico foi desenvolvido para o PSDB por uma equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e custou R$ 1,3 milhão do fundo partidário. O aplicativo terá reconhecimento facial.

O processo de votação tem certa complexidade: são quatro grupos de eleitores, e cada um tem peso de 25% na contagem dos votos.

O primeiro é composto pelos filiados em geral – que precisavam ter entrado na sigla até 31 de maio. O segundo, pelos prefeitos e vice-prefeitos. O terceiro grupo é composto por vereadores, deputados estaduais e distritais. Já o quarto grupo inclui governadores e vices, senadores, deputados federais, o presidente nacional do PSDB e ex-presidentes nacionais do partido.

Nos grupos 1, 2 e 4, os votos que cada candidato recebe são divididos pelo número total de eleitores do grupo, e o resultado é multiplicado por 0,25.

Já no grupo 3, os votos de cada candidato são divididos pelo número total de eleitores de cada subgrupo (cada cargo é um subgrupo). Este resultado é multiplicado por 0,125 e, ao final, é feita a soma do resultado de cada subgrupo.

Sai vencedor aquele que tiver maior quantidade de votos, somando os resultados de todos os grupos. Caso não haja maioria absoluta dos votos para nenhum dos candidatos, haverá um segundo turno – do qual participarão os dois mais votados.

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