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Brasil

PSD se distancia de Lula em meio a esfriamento da reforma ministerial

Até então visto como um dos partidos do Centrão mais alinhados ao governo Lula, PSD se mostra insatisfeito com atual partilha da Esplanada

18/04/2025 02:00, atualizado 18/04/2025 14:58
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Foto colorida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá alguns nós para desamarrar quando a classe política voltar a povoar Brasília na próxima semana, após período de esvaziamento causado pelos feriados da Sexta-Feira da Paixão e Tiradentes. Um deles é a situação do PSD no governo. O partido esperava ser contemplado com o Ministério do Turismo, hoje nas mãos do União Brasil, e agora sua bancada de deputados quer distanciamento do Planalto.

O PSD de Gilberto Kassab se tornou o partido com o maior número de prefeitos após as eleições municipais de 2024, tendo o comando de 887 municípios, incluindo cinco capitais. A legenda tem a maior bancada do Senado, com 15 cadeiras. Na Câmara, a sigla ocupa 44 cadeiras, sendo a sexta maior, empatada com o MDB. Por isso, se tornou peça-chave para a governabilidade de Lula no Congresso.

É justamente entre os deputados do PSD que reside a insatisfação com a postura de Lula. A bancada se considera mais leal que outras siglas do Centrão, e reclama que conta apenas com o Ministério da Pesca, uma pasta considerada com baixa “capilaridade”. A legenda tem ainda dois ministérios, Minas e Energia e também Agricultura, eles atendem aos senadores do partido.

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Otto Alencar, Lula e Kassab
PSD se distancia de Lula em meio a esfriamento da reforma ministerial - imagem 3
O ministro da Pesca, André de Paula, continuará na presidência do PSD de Pernambuco
Lula e André de Paula (PSD), ministro da Pesca e Aquicultura
Lula e a ministra, Gleisi Hoffmann
Líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA)
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Líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA)

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Otto Alencar, Lula e Kassab
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Otto Alencar, Lula e Kassab

Reprodução
PSD se distancia de Lula em meio a esfriamento da reforma ministerial - imagem 3
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O ministro da Pesca, André de Paula, continuará na presidência do PSD de Pernambuco
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O ministro da Pesca, André de Paula, continuará na presidência do PSD de Pernambuco

Agência Brasil
Lula e André de Paula (PSD), ministro da Pesca e Aquicultura
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Lula e André de Paula (PSD), ministro da Pesca e Aquicultura

Ricardo Stuckert/Divulgação
Lula e a ministra, Gleisi Hoffmann
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Lula e a ministra, Gleisi Hoffmann

Vinícius Schmidt/Metrópoles @vinicius.foto
Pedro Lucas é líder do União
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Pedro Lucas é líder do União

Mario Agra/Câmara dos Deputados

O jargão político traduz a capacidade de uma ação ou posição política se converter em votos. Na avaliação de deputados do PSD, o União Brasil da Câmara tem uma bancada com mais bolsonaristas e que entrega menos votos ao governo, enquanto mantém representantes no Ministério das Comunicações e também no Ministério do Turismo.

Quando Juscelino Filho estava prestes a deixar o Ministério das Comunicações, após ser alvo de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposto desvio de emendas parlamentares, o PSD viu uma oportunidade. Especulou-se que o Planalto poderia deslocar Celso Sabino do Turismo para Comunicações, liberando uma pasta do União Brasil. Isso não ocorreu, e Lula manteve as duas pastas sob o comando do seu partido original.

Agora, parlamentares do PSD passaram a defender uma nova postura diante do governo. Se antes tinham uma predisposição com pautas enviadas pelo Planalto, agora se dizem desobrigados a fazer gestos à Presidência. O recado, nos bastidores, é que sem um ministério forte para apoiá-los, os deputados buscarão meios próprios, inclusive se aliando com adversários do PT, para garantir a reeleição e a expansão da bancada.

Segundo fontes do Planalto, a reforma ministerial se tornou um “não assunto”. A única mudança tida como certa é a posse do deputado Pedro Lucas como novo ministro das Comunicações. Uma mudança no comando do Ministério de Ciência e Tecnologia para agradar o Centrão não é descartada, mas a complexa operação, que deslocaria a ministra Luciana Santos para o Minsitério das Mulheres, deixando Cida Gonçalves sem pasta, esfriou.

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