PSB exige “ampla defesa” a deputado Júnior Mano, alvo da PF
Deputado Júnior Mano (PSB-CE) é alvo da PF em operação que investiga organização criminosa e suspeita de desvio de recursos públicos
atualizado
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O deputado Pedro Campos, líder do PSB na Câmara, se manifestou após o colega de Casa e de sigla Júnior Mano (PSB-CE) se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) em apuração sobre organização criminosa e suspeita de desvio de recursos públicos.
A liderança do PSB na Câmara dos Deputados afirma ter tomado conhecimento da operação da PF, que investiga a atuação do deputado Júnior Mano, nesta terça-feira (8/7). “Esperamos que todos os fatos sejam investigados e esclarecidos o mais breve possível, respeitando o devido processo legal e a ampla defesa”, escreveu Pedro Campos.
No total, a PF cumpre, nesta terça, 15 mandados de busca e apreensão. Um dos alvos é o deputado Júnior Mano (PSB-CE). As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, e há busca no gabinete do deputado na Câmara dos Deputados, na sua residência oficial e em um imóvel, em Fortaleza.
Além de Brasília, são cumpridos mandados em Fortaleza, Nova Russas, Eusébio, Canindé e Baixio, cidades no Ceará.
“O núcleo investigado é suspeito de articular o direcionamento de verbas públicas a determinados municípios cearenses mediante contrapartidas financeiras ilícitas, além de influenciar procedimentos licitatórios por meio de empresas vinculadas ao grupo”, explicou a PF.
De acordo com as apurações, a Polícia Federal encontrou indícios de que o parlamentar estaria “diretamente envolvido no desvio de emendas parlamentares, utilizadas para alimentar o esquema de (compra de votos) e consolidar sua base de apoio político”. A investigação apontou para um esquema que envolve prefeituras que recebiam valores de emendas.
O deputado Júnior Mano apareceu no caso após a prefeita da cidade de Canindé denunciar um aliado do parlamentar durante a campanha eleitoral de 2022.
Ela apontou crimes eleitorais do deputado e do aliado, que é prefeito em Choró, no Ceará. Segundo ela, o parlamentar encaminhava as emendas para o prefeito, que seria responsável por “lavá-las”.
As condutas investigadas envolvem os crimes de organização criminosa, captação ilícita de sufrágio, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica com fim eleitoral.
Júnior Mano se pronuncia
Em nota, a assessoria de imprensa do parlamentar negou qualquer participação em processos licitatórios, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos.
“Como parlamentar, o deputado não exerce qualquer função executiva ou administrativa em prefeituras, não participa de comissões de licitação, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos”, destacou o texto.
Na nota, o parlamentar reafirmou a “confiança nas instituições”, em especial no Poder Judiciário e na Polícia Judiciária Federal, e reitera o compromisso com a legalidade, a transparência e o exercício probo da função pública.
Por fim, a assessoria alegou que Júnior Mano “tem plena convicção de que, ao final da apuração, a verdade dos fatos prevalecerá, com o completo esclarecimento das circunstâncias e o reconhecimento de sua correção de conduta.”
