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Deputado Júnior Mano se pronuncia após ser alvo de operação da PF

Deputado do PSB é alvo em apuração sobre organização criminosa e suspeita de desviar recursos públicos

atualizado

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Câmara dos Deputados
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1 de 1 Foto colorida de deputado Júnior Mano - Metrópoles - Foto: Câmara dos Deputados

O deputado Júnior Mano (PSB-CE), alvo de uma operação da Polícia Federal em apuração sobre organização criminosa e suspeita de desviar recursos públicos por meio de fraudes em processos licitatórios e contratuais, se pronunciou, nesta terça-feira (8/7).

Em nota, a assessoria de imprensa do parlamentar negou qualquer participação em processos licitatórios, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos.

“Como parlamentar, o deputado não exerce qualquer função executiva ou administrativa em prefeituras, não participa de comissões de licitação, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos”, afirma o texto.

Na nota, o parlamentar reafirma sua “confiança nas instituições”, em especial no Poder Judiciário e na Polícia Judiciária Federal, e reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e o exercício probo da função pública.

Por fim, a assessoria diz que Júnior Mano “tem plena convicção de que, ao final da apuração, a verdade dos fatos prevalecerá, com o completo esclarecimento das circunstâncias e o reconhecimento de sua correção de conduta.”

Operação PF

No total, a PF cumpre, nesta terça-feira (8/7), 15 mandados de busca e apreensão. Um dos alvos é o deputado Júnior Mano (PSB-CE). As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, e há busca no gabinete do deputado na Câmara dos Deputados, na sua residência oficial e em um imóvel em Fortaleza.

Além de Brasília, são cumpridos mandados em Fortaleza, Nova Russas, Eusébio, Canindé e Baixio, cidades no Ceará.

“O núcleo investigado é suspeito de articular o direcionamento de verbas públicas a determinados municípios cearenses mediante contrapartidas financeiras ilícitas, além de influenciar procedimentos licitatórios por meio de empresas vinculadas ao grupo”, diz a PF.

O caso do deputado chegou ao STF após a Polícia Federal encontrar indícios de que o parlamentar estaria “diretamente envolvido no desvio de emendas parlamentares, utilizadas para alimentar o esquema de (compra de votos) e consolidar sua base de apoio político”. A investigação apontou para um esquema que envolve prefeituras que recebiam valores de emendas.

O deputado Júnior Mano apareceu no caso após a prefeita da cidade de Canindé denunciar um aliado do parlamentar durante a campanha eleitoral de 2022.

Ela apontou crimes eleitorais do deputado e do aliado que é prefeito em Choró, no Ceará. Segundo ela, o parlamentar encaminhava as emendas para o prefeito que seria responsável por “lavá-las”.

Segundo a PF, “as condutas investigadas envolvem os crimes de organização criminosa, captação ilícita de sufrágio, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica com fim eleitoral.”

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