Propina na Petrobras: Lava Jato mira empresa que integrava cartel

Grupo formado por nove empreiteiras tinha por objetivo vencer as licitações para as obras da estatal, segundo os investigadores

atualizado

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Já está sob elaboração um edital que contemplará cerca de 2 mil vagas para a Polícia Federal
1 de 1 Já está sob elaboração um edital que contemplará cerca de 2 mil vagas para a Polícia Federal - Foto: Rafaela Felicciano/ Metropoles

Policiais federais estão nas ruas, na manhã desta quarta-feira (23/10/2019), cumprindo mandados da 67ª fase da Operação Lava Jato. A ação tem o apoio do Ministério Público Federal (MPF) e foi batizada de Tango & Cash. O alvo é a empresa do grupo Techint.

Policiais cumprem 23 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Eles foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR). O objetivo é apurar crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais. Foram mobilizadas 100 pessoas para a operação.

Segundo a PF, a empresa alvo de mandado de busca e apreensão integrava, desde o início, o cartel de nove empreiteiras batizado de “O Clube”, que tinha por objetivo vencer licitações para todas as grandes obras da Petrobras. De acordo com as investigações, a partir de 2006, o grupo aceitou o ingresso de outras companhias e chegou a ser composto por 16 grupos empresariais.

A fim de dar aparência de licitude ao pagamento de propinas, os investigados repassavam valores via empresas off-shore a ex-diretores e ex-gerentes da Petrobras, mediante a celebração de contratos fraudulentos de assessoria e consultoria. Um dos ex-gestores da estatal recebeu US$ 9,4 milhões, entre 2008 e 2013, em parcelas, mesmo depois de ter deixado o quadro da empresa em 2012.

Há suspeita de que propinas pagas em obras pela empresa envolvida nesta fase seria de 2% do valor de cada contrato, o que pode ter gerado o pagamento de R$ 60 milhões em pagamentos indevidos. O nome da operação remete aos valores do suborno e ao fato de que a empresa envolvida na investigação pertence a um grupo ítalo-argentino.

Foi determinada ordem judicial de bloqueio de ativos financeiros dos investigados no valor aproximado de R$ 1,7 bilhão.

Confira as cidades onde estão sendo cumpridos os mandados
Matinhos/PR
Rio de Janeiro/RJ
Petrópolis/RJ
Niterói/RJ
Angra dos Reis/RJ
São Paulo/SP
Campinas/SP
Barueri/SP

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