Programa de trainee do Magalu tem apoio de movimentos negros

Serão aceitos formados entre dezembro de 2017 e dezembro de 2020 em qualquer curso superior. O objetivo é levar diversidade racial

atualizado 21/09/2020 19:29

Rede Magazine LuizaDivulgação

A varejista Magazine Luiza se tornou foco de um importante debate na última sexta-feira (18/9) quando anunciou a abertura de inscrições para seu programa de trainee 2021, que aceitará apenas candidatos negros. De acordo com a empresa, o objetivo é levar mais diversidade racial aos cargos de liderança.

Na ocasião, personalidades e instituições ligadas a movimentos negros se manifestaram em prol da causa. Foi o caso do movimento Ar, mobilização contra o racismo criada pela Universidade Zumbi dos Palmares e a ONG Afrobras, que publicou nesta segunda-feira (21/9) uma nota elogiando a ação.

“A fantástica e transformadora ação da Magalu ao criar um grupo de trainees contemplando especialmente jovens negros, capitaneada pela visionária Luiza Helena Trajano, é uma manifestação de coragem e compromisso com o alcance da igualdade racial”, diz um trecho do comunicado.

Personalidades e instituições ligadas a movimentos negros se manifestaram em prol da causa

Veja outros posts:

Sergio Camargo

Sérgio Camargo, presidente da Fundação Cultural Palmares, já defendeu que não existe racismo “estrutural” no Brasil – chegou a dizer que a decisão da empresa é “racismo” contra brancos.

O que precisa para participar do processo seletivo

De acordo com a Magalu, serão aceitos candidatos formados entre dezembro de 2017 e dezembro de 2020, em qualquer curso superior. Além disso, o conhecimento em língua inglesa e experiência profissional não estão entre os pré-requisitos para a seleção.

A única condição é ter disponibilidade para se mudar para São Paulo. Caso o selecionado seja de outra cidade, receberá um auxílio-mudança.

O salário é de R$ 6,6 mil, com benefícios e bônus de contratação de um salário.

Atualmente, o Magazine Luiza tem 53% de pretos e pardos em seu quadro de funcionários, mas apenas 16% deles ocupam cargos de liderança.

0

Últimas notícias