Princípio de confusão acontece na dispersão de protestos na Esplanada

A cavalaria da Polícia Militar estava na área para evitar que as pessoas entrassem em confronto

atualizado 21/06/2020 13:05

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Manifestantes pró e contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quase entraram em conflito na tarde deste domingo (21/06) na Esplanada dos Ministérios. Quando os dois atos começaram a dispersar, houve um princípio de confusão, mas a Polícia Militar conseguiu afastar o grupo.

Organizadores dos dois grupos pediram para os presentes não cairem em provocações. A cavalaria da corporação estava na área para evitar que as pessoas entrassem em confronto.

 

Ambos grupos se concentraram, na manhã deste domingo, em pontos diferentes da Esplanada, mas começaram a se mexer após algumas horas. Com gritos de “Bolsonaro vai cair”, o ato contra o presidente começou a andar em direção ao Congresso Nacional. O protesto a favor do chefe do executivo já se encontrava no local.

Para evitar atritos, as vias S1 e N1 foram divididas. Carros não podiam passar pelo local. O esquema de segurança da Polícia Militar estava forte.

Manifestantes pró-Bolsonaro

Do lado a favor do governo, os manifestantes levaram faixas com frases de apoio a Bolsonaro e de ataque ao comunismo. Havia também protestos a favor da intervenção militar e da elaboração de uma nova constituição. Os presentes ainda levaram mensagens de ataque ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pedido de impeachment ao ministro Alexandre de Morais.

A revista no lado pró-Bolsonaro era apenas no visual. No início, a Polícia Militar ainda pedia para alguns manifestantes tirarem os suportes das faixas, mas a medida de segurança parou de ser aplicada quando o grupo começou a andar. Quem estava com bandeiras com mastro e sem algum tipo de bolsa — o que era proibido — não era mais abordado.

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Manifestantes contra Bolsonaro

Do lado anti-Bolsonaro, os manifestantes pediam o impeachment de Bolsonaro. Havia também diversas faixas de protesto contra o racismo e violência policial contra o povo preto. Torcidas organizadas de diferentes times de futebol participaram do evento e acenderam sinalizadores. Gleisi Hoffmann, presidente do PT, e o deputado Paulo Teixeira (PT) participam da ato.

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Durante o ato pró-democracia, polícia recolheu diversos objetos como foguetes e pedaços de madeira. Os materiais foram colocados direto no caminhão de lixo. Eram permitidos apenas bandeiras sem mastro.

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