Preso em operação da PF tem capital social de R$ 136 mi com empresas

Glaidson Acacio dos Santos é dono de empresas em Cabo Frio (RJ) e em Baureri (SP). Ele foi detido pela PF após esquema com bitcoins

atualizado 25/08/2021 11:12

Glaidson Acácio dos SantosReprodução

Rio de Janeiro Preso em operação da PF no Rio de Janeiro, Glaidson Acacio dos Santos é dono de quatro empresas nos estados do RJ e SP. As organizações, duas em Cabo Frio e duas em Barueri, somam juntas um capital social de R$ 136,2 milhões. 

A empresa com maior capital é a G.A.S Consultoria & Tecnologia LTDA, aberta em março de 2015 em Cabo Frio, na Região dos Lagos do RJ. No total, são R$ 75 milhões de capital social.

O suspeito, que é ex-garçom e ficou milionário, é sócio-administrador e tem a própria mulher, a venezuelana Mirelis Yoseline Diaz Zerpa como sócia.

A segunda empresa com maior capital é a GAS Assessoria & Consultoria Digital Eireli. Glaidson abriu o negócio em fevereiro de 2019, também em Cabo Frio, e hoje o capital social é de R$ 60 milhões.

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Esposa é sócia em outra empresa

Outras duas organizações aparecem tendo Glaidson como sócio: Tronipay Soluções em Pagamentos e Cartão LTDA e a GAS Inovação Tecnologia Artificial LTDA. Ambas foram abertas em junho de 2019, com um dia de diferença, em Barueri, na Grande São Paulo. A primeira empresa tem capital social de R$ 1 milhão, enquanto a segunda consta com R$ 200 mil. 

A esposa do suspeito também é uma das sócias da GAS Inovação Tecnologia Artificial LTDA. Já na empresa Tronipay Soluções, o Krosley Candido dos Santos consta como sócio.

Pirâmides financeiras

Glaidson foi detido nesta quarta-feira (25/08) em operação da PF em uma mansão no Itanhangá, na zona oeste da capital fluminense. Ele prometia lucros de 10% ao mês nos investimentos em criptomoedas, em um esquema de pirâmide financeira.

Na operação, denominada Kryptos, 120 agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Ceará e no Distrito Federal.

Um dos alvos da operação, o suspeito operacionalizava sistema de pirâmides financeiras ou “esquemas de ponzi” com a venda de bitcoin.

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