Presidente do PCdoB aciona MPF contra Bolsonaro após visita ao MA

Márcio Jerry alegou que as medidas contra o presidente são um “remédio da lei contra os disparates e o festival de bestialidades”

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/Facebook
Márcio-Jerry
1 de 1 Márcio-Jerry - Foto: Reprodução/Facebook

Presidente do PCdoB, Márcio Jerry protocolou junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão e ao Ministério Público Federal (MPF) duas representações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), por crime de saúde pública durante visita do chefe do Executivo ao estado na semana passada.

Segundo Jerry, que é atual secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano do governador Flávio Dino (PCdoB), o crime contra a saúde pública por parte de Bolsonaro teria sido cometido quando ele não usou máscara e causou aglomerações durante sua permanência no Maranhão.

O presidente do partido ainda alega, em nota enviada por sua assessoria ao Metrópoles, que as medidas contra o presidente são um “remédio da lei contra os disparates e o festival de bestialidades” promovidas por Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19.

“Bolsonaro continua se comportando como aliado do coronavírus, quando deveria garantir ações para proteger a população. Bolsonaro, que no Equador aparece de máscara, que promove aglomerações, desestimula o uso de máscaras, não organiza nenhuma medida com prefeitos e governadores e até dispensa a oferta de vacinas. Pela longa cultura miliciana, acha que como presidente da República pode adotar comportamento de miliciano”, argumentou o deputado.

0600046-20.2021.6.10.0000 by Juliana Barbosa on Scribd

Ida de Bolsonaro ao Maranhão

Bolsonaro esteve no Maranhão na última sexta-feira (21/5), um dia após a confirmação da nova cepa indiana da Covid-19 em território nacional. Ele foi ao estado para fazer a entrega simbólica de títulos de terra em Açailândia.

Como em outros eventos públicos que participou, Bolsonaro não fez uso de máscara e provocou aglomerações durante seu discurso, onde fez ataques contra Flávio Dino, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por conta da aglomeração, Bolsonaro foi autuado pela Vigilância Sanitária do Maranhão, na última sexta. A autuação foi expedida em nome de Bolsonaro e endereçada ao Palácio do Planalto. Foi dado um prazo de 15 dias para o presidente se defender das acusações.

A multa pode ir de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, segundo a lei nº 6.437, de 1977, que trata de infrações à legislação sanitária, mas só é aplicada ao fim do processo.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?