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Brasil

Presidente da Codevasf se reuniu com sócio oculto preso pela PF

Eduardo José Barros Costa foi preso em operação da Polícia Federal que investiga desvio de verba em contratos com a Codevasf

20/07/2022 15:26, atualizado 20/07/2022 17:11
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Isac Nóbrega/PR
Diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira

O presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Marcelo Moreira, já recebeu em seu gabinete o empresário Eduardo José Barros Costa, sócio oculto da Construservice que foi preso nesta quarta-feira (20/7) em operação da Polícia Federal (PF).

A reunião ocorreu em 16 de dezembro de 2020, segundo agenda pública do presidente da Codevasf. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada pelo Metrópoles.

A Operação Odoacro apura supostas fraudes em contratos da Codevasf com a Construservice. A Polícia Federal apreendeu relógios de luxo e R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo. Eduardo José Barros Costa é também conhecido como Eduardo Imperador ou Eduardo DP.

As cédulas — de R$ 200, R$ 100, R$ 50 e também valores menores — estavam em vários cômodos de um dos endereços alvos da operação em São Luís, capital maranhense.

As diligências policiais apontam para a existência de um esquema de lavagem de dinheiro, feito a partir do desvio de verbas públicas oriundas de licitações fraudadas. O grupo criava empresas de fachada para concorrer a licitações e fazer da empreiteira investigada a vencedora de contratos milionários com a Codevasf.

O esquema operava pelo menos desde 2015. À época, a Polícia Civil identificou uma associação criminosa que desviava recursos públicos no município de Dom Pedro (MA). Segundo a PF, mesmo após a operação, o esquema cresceu e alterou a origem da verba, agora proveniente de recursos federais.

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“O líder desse grupo criminoso, além de colocar as suas empresas e bens em nome de terceiros, possui contas bancárias vinculadas a CPFs falsos, utilizando-se desse instrumento para perpetrar fraudes e dificultar a atuação dos órgãos de controle”, diz a nota da PF.

No total, foram cumpridos 16 mandados de busca e um de prisão temporária. Os crimes investigados são fraudes em licitação, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Outro lado

Em nota, a Codevasf afirmou que os dois convênios que motivaram as ações de busca e apreensão não são de responsabilidade da Codevasf.

“Em qualquer caso, no contexto da execução de convênios, compete às prefeituras municipais realizar os procedimentos licitatórios e as contratações necessárias ao emprego adequado de recursos orçamentários.

A Codevasf diz ainda que colabora com o trabalho das autoridades policiais e “proverá suporte integral às investigações”. A companhia ressalta ainda que mantém compromisso “com a elucidação dos fatos e com a integridade de seus projetos de desenvolvimento regional”. “Por rigor no controle de procedimentos, a empresa submeterá à avaliação de sua auditoria interna todos os contratos firmados com a empresa Construservice”, pontua a nota.