“Predador sexual”, diz polícia sobre ginecologista preso por estupro

Até agora 23 vítimas de perfis diferentes foram identificadas. Médico Marcelo Arantes tem mais de 20 anos de atuação profissional

atualizado

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1 de 1 ginegologista-acusado-de-estupro-em-goias - Foto: Divulgação/PCGO

Goiânia – O médico ginecologista Marcelo Arantes (foto em destaque) é considerado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) como um “predador sexual”. Conforme a corporação, até o momento foram identificads 23 vítimas que sofreram estupros ou agressões sexuais.

Durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (24/4), em Goiânia, as delegadas Gabriela Moura e Amanda Menucci fizeram um apelo para que outras vítimas procurem a Delegacia da Mulher para novas denúncias.

De acordo com elas, o médico tornou a prática criminosa em hábito e abusou de diversas pacientes dos mais variados perfis, inclusive, mulheres grávidas. Por isso, elas acreditam que o número de vítimas pode ser muito maior.

O médico foi preso nessa quinta-feira (23/4) pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam/PCGO) de Senador Canedo (GO), após a negativa da Justiça de Goiânia, em expedir o mandado de prisão ao profissional.

De acordo com a Polícia Civil, um primeiro relato de crime aconteceu em 2017, em Senador Canedo, e o segundo, em 2020, em Goiânia. Contudo, o levante de denúncias aconteceu recentemente, após uma paciente procurar a Deaem em busca de orientações para denunciar o caso. Conforme as investigadoras, as provas contra o médico são robustas.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que o registro do médico foi suspenso. O órgão disse ainda que todas as denúncias recebidas pelo conselho são apuradas em total sigilo.

“Predador sexual”

De acordo com a delegada Amanda Menuci, o médico tentava ganhar a confiança das pacientes antes de cometer os crimes. A investigadora relatou ainda que o modo de agir do médico se repetia: as primeiras consultas eram marcadas por toques físicos indesejados e perguntas inapropriadas sobre a vida íntima das pacientes.

A delegada apontou que Marcelo realizava exames sem usar luvas, fazia exame de toque enquanto fazia perguntas de teor sexual às pacientes e, inclusive, perguntava se elas estavam sentindo prazer durante a consulta e chegava a usar instrumentos médicos como estimuladores. Além disso, uma das vítimas relatou a prática de sexo oral.

Conforme a explicação da delegada, a suspensão do registro médico de Marcelo não seria suficiente pela consolidação de sua prática criminosa. Segundo ela, em qualquer situação seria possível que ele se aproveitasse das pacientes para praticar as violências sexuais.

O médico responde por estupro de vulnerável, pois a polícia entendeu que os crimes ocorreram enquanto as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade. Outra questão levantada pela investigadora está relacionada ao fator psicológico dos abusos, já que as mulheres estavam sob a autoridade do médico.

Ainda de acordo com Menucci, em alguns casos, o médico chegava a pegar o contato pessoal das vítimas para intimidá-las.

 

 

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