
Pré-candidato a presidente, Joaquim Barbosa cria perfis nas redes
Ex-ministro do STF disse que está "estudando possibilidade" de se "lançar na disputa pelo emprego mais difícil"

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa criou, nesta terça-feira (16/6), perfis em redes sociais como parte de uma estratégia para viabilizar uma eventual candidatura à Presidência da República em 2026.
Filiado ao Democracia Cristã, Barbosa ainda não oficializou entrada na disputa pelo Palácio do Planalto, embora o presidente da legenda afirma que ele já é pré-candidato. Joaquim Barbosa tem dito a interlocutores que uma candidatura dependerá de uma série de fatores. Na pesquisa Genial/Quaest mais recente, divulgada na semana passada, ele apareceu com 1% das intenções de voto.
Em uma publicação, sem mencionar explicitamente a corrida presidencial, Joaquim Barbosa afirmou estar “estudando a possibilidade de, chegado o momento fixado pela lei, me lançar na disputa pelo emprego mais difícil e complexo do nosso país”.
Na postagem, ele também se apresenta aos seguidores e relembra a trajetória profissional. “Pretendo usar minhas redes sociais de forma mais ativa, o que me permitirá manter um diálogo mais frequente com vocês”, escreveu.
Além do Instagram, onde publicou a mensagem, Barbosa criou perfis no YouTube, Facebook, Kwai, TikTok e LinkedIn. Ele também retomou o uso de sua conta no X (antigo Twitter). “Estou de volta ao X. Também nos encontraremos no Instagram, LinkedIn, Facebook, TikTok e Kwai. Os links estão na bio. Vamos juntos”, disse.
Ao Metrópoles, o presidente do Democracia Cristã, João Caldas, afirmou que o ministro aposentado terá autonomia para definir os próximos passos da pré-candidatura. “Ele quem vai pautar a agenda dele, na hora oportuna. Ele está com toda a liberdade, o comando é dele e será na hora que ele quiser falar”, declarou.
Aos 71 anos, Joaquim Barbosa volta a ser citado como possível candidato ao Planalto após outras tentativas frustradas de ingresso na política. Em 2018, ele chegou a se filiar ao PSB de olho na disputa presidencial, mas desistiu da candidatura meses depois. Na ocasião, afirmou que a decisão era “estritamente pessoal”.
Primeiro negro a integrar e presidir o STF, Barbosa deixou a Corte em 2014, em meio a um cenário de elevada popularidade e recorrentes especulações sobre uma possível carreira política. Sua projeção nacional se consolidou durante o julgamento do escândalo do Mensalão, processo do qual foi relator e cujas sessões foram televisionadas ao longo de cinco meses.
Joaquim Barbosa foi indicado ao STF em 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A aposentadoria foi antecipada por motivos pessoais.

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