PP tem “data limite” para sair do governo e quer levar o União junto

Partido quer entregar ministério antes do dia 19, quando formalizará a federação com União; ala do partido tentará ficar no segundo escalão

atualizado

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Esplanada dos ministérios
1 de 1 Esplanada dos ministérios - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Os caciques do PP afirmam nos bastidores que o partido entregará o Ministério do Esporte até o dia 19/8, consolidando o processo de afastamento entre a sigla e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O partido estabeleceu essa data como “limite” porque será quando oficializará a federação com o União Brasil. Agora, o PP trabalha para que a legenda aliada também entregue suas pastas na gestão federal.

A ideia, porém, é fazer um desembarque “para inglês ver”, contendo a debandada ao primeiro escalão do governo Lula. Alguns cargos devem ser mantidos, como a indicação do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) na Caixa Econômica, em troca de apoios pontuais de deputados em votações econômicas de interesse do Planalto.

O PP é um dos principais partidos do chamado Centrão, mas a maioria da sua bancada ou tem relação com o eleitorado bolsonarista ou com outros setores da direita, como o agronegócio.

Para uma ala minoritária, principalmente de alguns estados do Nordeste, a associação com Lula tende a ser eleitoralmente positiva. É o caso do ministro do Esporte, André Fufuca, que é deputado federal pelo Maranhão e sonha com o Senado.

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Senador Ciro Nogueira (PP-PI)
Ministro dos Esportes André Fufuca (PP-MA)
O ministro do Turismo, Celso Sabino, esteve em reunião para debater estratégias contra anistia
Lula e o presidente da Telebras, Frederico Siqueiro Filho
União Brasil de Antônio de Rueda e PP de Ciro Nogueira integram federação para 2026
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Lula e o presidente da Telebras, Frederico Siqueiro Filho

Ricardo Stuckert / PR

No União, a situação é parecida, mas há mais atores envolvidos. O partido tem três ministérios, sendo dois associados à bancada da legenda na Câmara: o das Comunicações e o do Turismo. O terceiro, da Integração Nacional, é de indicação direta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Nesse contexto, o ministro da integração, Waldez Góes, deve permanecer no cargo com duplo argumento: primeiro, de que é uma indicação da cota pessoal de Alcolumbre; segundo, de que ele sequer é filiado ao União, mas sim ao PDT, apesar de na prática sua pasta ser citada como parte do quinhão do partido do presidente do Senado.

Outras indicações do União Brasil no segundo escalão do governo devem permanecer, como a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). O órgão, uma das joias da máquina pública para o Centrão, é presidido por Lucas Felipe de Oliveira, indicado por Alcolumbre.

Início do desembarque

PP e União flertam com a centro-direita para a eleição presidencial de 2026. O presidente do Partido Progressista, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), é próximo ao ex-presidente Jair Bolsonaro e entusiasta de uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao Planalto.

O União Brasil é presidido pelo advogado Antônio Rueda, que também tem demonstrado insatisfação com o governo. A tendência é que, se os desembarques não ocorrerem até o dia 19/8, os partidos devem dar um prazo de 10 dias para que os ministros deixem os cargos. O argumento é que a convenção conjunta da federação não permitirá a adesão ao governo.

O desembarque das siglas foi dado como certo, e até confirmado nos bastidores, desde junho. Foi quando ambos os partidos se posicionaram contra a Medida Provisória (MP) da arrecadação enviada pelo governo Lula, que corria atrás de verba diante do impasse acerca do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

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