Por 2026, PT reúne siglas de esquerda para tratar de reeleição de Lula

Edinho Silva se reuniu com dirigentes do PSB, PCdoB, PSol, PV, Rede e Cidadania para tratar do apoio dos partidos ao governo Lula

atualizado

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ANDERSON BARBOSA/PT
Foto colorida de Edinho Silva, presidente do PT, e aliados - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Edinho Silva, presidente do PT, e aliados - Metrópoles - Foto: ANDERSON BARBOSA/PT

O presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, se reuniu com dirigentes partidários do PSB, PCdoB, PSol, PV, Rede e Cidadania nesta quarta-feira (27/8), em Brasília. O encontro entre os políticos teve como foco central o apoio das legendas mais à esquerda à possível candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ano que vem.

“Nós estamos trabalhando, todos esses partidos que estão aqui, para que a gente amplie as nossas alianças para 2026, trazendo outros partidos, fortalecendo as alianças que nós temos, trazendo outros partidos e também dialogando com as lideranças regionais”, disse Edinho.

O movimento ocorre enquanto partidos de centro, como União Brasil e PP, que recentemente formaram uma federação, anunciam o desembarque do governo Lula. O União, que controla os ministérios do Turismo, Integração Nacional e Comunicações, lançou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato ao Planalto e intensificou críticas a Lula.

Em julho, o presidente da legenda, Antonio Rueda, atacou a gestão federal após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa de 50% contra os produtos brasileiros vendidos ao mercado norte americano, como noticiou o Metrópoles, na coluna Andreza Matais.

“O governo Lula é triste. Não consegue entregar à sociedade o que a sociedade precisa. Não consigo enxergar mudança. Não consigo ver nossa sociedade equilibrada e ter alguém que enfrente de verdade os problemas”, disse Rueda.

Edinho negou que tenha uma contradição interna no PT e disse que eventuais incoerências partem de partidos que aderiram ao governo, mas não assumem a defesa dele.

“Eu penso que o nosso papel é disputar as lideranças para que elas venham apoiar o presidente Lula. E nós vamos continuar disputando essas lideranças. A contradição não está no nosso campo. Se os partidos se reuniram e decidiram apoiar o presidente Lula, e indicaram ministérios, nós vamos continuar dialogando com as lideranças que fazem parte do governo. A contradição está no campo dos partidos, não está no nosso campo”, enfatizou o presidente do PT.

Na reunião ministerial desta semana, Lula também cobrou que ministros façam a defesa pública da gestão.

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