Ponte que caiu no Amazonas era considerada “boa” em relatório do Dnit

O Metrópoles publica nesta quarta-feira (13/8) reportagem multimídia que aponta os transtornos causados pelo descuido com a malha viária

Breno Esaki
Foto colorida de reconstrução de ponte na BR-319 no Amazonas
1 de 1 Foto colorida de reconstrução de ponte na BR-319 no Amazonas - Foto: Breno Esaki

atualizado

metropoles.com

A ponte sobre o Rio Autaz-Mirim, na BR-319, foi classificada como “boa” pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) um ano antes de cair. A informação consta do levantamento sobre o estado de conservação das “obras de arte de engenharia” enviado pelo órgão ao Metrópoles após solicitação via Lei de Acesso à Informação (LAI).

A ponte sobre o Autaz-Mirim foi classificada com o número quatro. Segundo a Portaria nº 10/2024, do Dnit, as estruturas classificadas como “quatro” são aquelas em que existem “alguns danos, mas não há sinais de que estejam gerando insuficiência estrutural”.

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Travessia de barco no AM: queda de pontes obriga moradores a acessar caminhos mais difíceis
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Dnit tenta restabelecer acesso provisório sobre o Rio Curuçá
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A queda da ponte sobre o Rio Curuçá matou o marido de Rosângela Nascimento
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Estrutura de ponte abandonada por empresa construtora
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Passageiros fazem fila para pegar táxi após travessia de barco pelo Rio Curuçá
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Passageiros fazem fila para pegar táxi após travessia de barco pelo Rio Curuçá

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Travessia provisória de carros sobre o Rio Curuçá
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Passageiros de ônibus precisam desembarcar e seguir viagem em travessia de barco
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Dnit tenta restabelecer acesso provisório sobre o Rio Curuçá após enchente
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Passageiros de ônibus precisam desembarcar e seguir por barco na rodovia amazonense
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Caminhão do Dnit fica preso ao quase cair no rio
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Caminhão do Dnit fica preso ao quase cair no rio

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Acesso provisório sobre o Rio Autaz-Mirim também foi prejudicado pelas enchentes
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Fila de pessoas para travessia de barco
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Por não terem “problemas importantes”, as pontes com pontuação “quatro” não apresentariam necessidade imediata de reforma. O Dnit realiza vistorias a cada dois anos em pontes, tunéis e viadutos – as chamadas “obras de arte de engenharia” para definir onde devem ser feitas intervenções prioritárias.

Segundo o levantamento obtido pelo Metrópoles, 1.950 pontes são consideradas “boas”. A vistoria que qualificou a ponte da BR-319 foi realizada em 22 de junho de 2021. A estrutura colapsou em novembro de 2022, e não houve vítimas fatais pois a ponte já estava interditada em razão da queda da estrutura sobre o Rio Curuçá. A ponte sobre o Curuça ficava a um quilômetro de distância.

Leia a reportagem especial “Um Brasil que desmorona”.

Nos bastidores, comenta-se que a vistoria das “obras de arte de engenharia” não tem sido feita com a frequência necessária devido à falta de pessoal. O Dnit trabalha com um déficit de 45% de analistas técnicos em infraestrutura. O ideal seria que o órgão tivesse 982 profissionais, sendo que atualmente há apenas 533 servidores da carreira na ativa.

Desabamento de ponte vizinha matou cinco pessoas

A ponte sobre o Curuçá era classificada pelo número “três”, ou seja, era considerada regular. O “três” refere-se a estruturas que possuem alguma insuficiência estrutural, mas que não apresentam comprometimento na estabilidade. No Brasil, 1.536 pontes em rodovias estão classificadas nessa categoria.

Nesta quarta-feira (13/8), o Metrópoles publica a reportagem especial “Um Brasil que desmorona”, que investiga os impactos causados pelo desmoronamento de pontes em quatro estados brasileiros: Amazonas, Maranhão, Rio Grande do Sul e Tocantins.

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