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Política

Witzel compara milícia à máfia e diz para bandidos se entregarem

Segundo o governador do Rio, o criminoso que quiser se entregar, seja traficante ou miliciano, será tratado com justiça pelo Estado

28/05/2019 18:42, atualizado 28/05/2019 19:13
Tomaz Silva/Agência Brasil
Witzel

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, comparou as milícias com as máfias, e exortou os criminosos a se entregarem e fazerem delações premiadas. As declarações foram dadas nesta terça-feira (28/05/2019), durante a entrega de viaturas e equipamentos para o Corpo de Bombeiros. Segundo ele, não há bandidos de estimação, independentemente se usa farda ou distintivo.

Witzel fez um balanço dos primeiros meses de seu governo na área de segurança e disse que está lutando contra duas vertentes do crime organizado. Uma é o tráfico de drogas, classificado por ele como narcoterrorista. A outra é a milícia, comparada à máfia.

“É a máfia das milícias. Por que eu estou dizendo máfia? Porque eles agem exatamente como agem os mafiosos, como agiram em Chicago. A máfia age no subterrâneo, não age de forma explícita. E isso depende de investigação”, disse o governador.

“Veja e faça um balanço de quantas investigações já deram resultado e quantos já foram presos. Quem não está sendo preso, está se entregando. Porque a vida desse sujeito está virando um inferno. É melhor se entregar e viver na cadeia, do que ficar se escondendo. Porque nós não vamos dar trégua aos mafiosos da milícia”, advertiu Witzel.

Segundo ele, o criminoso que quiser se entregar, seja traficante ou miliciano, será tratado com justiça pelo Estado, com a chance de ser ressocializado e até ingressar em um programa de proteção à testemunha, caso deseje colaborar.

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“Caminho tem”
“Tem uma saída. Abandona. Procura as autoridades policiais. Nós vamos acolher, vai fazer delação, nós vamos colocar no programa de proteção e vamos dar uma destinação diferenciada para essa pessoa que quiser abandonar [o crime]. Caminho tem, é só querer”, ressaltou.

“O que nós não vamos tolerar é que isso continue se expandindo. A sociedade não pode ficar refém do crime organizado. Não me importa se o sujeito usa distintivo, se usa farda. Todo aquele que afrontar a lei será investigado, será preso, processado e, se for o caso, será punido”, disse o governador.