“Uma covardia sem precedentes”, aponta Maia sobre demissão de Levy

O agora ex-presidente do BNDES deixou o cargo após Jair Bolsonaro (PSL) dizer que a cabeça dele "estava a prêmio"

atualizado 17/06/2019 13:49

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A demissão do agora ex-presidente do BNDES Joaquim Levy, ocorrida no último domingo (16/06/2019), acirrou a briga entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em evento da Band News, na manhã desta segunda-feira (17/06/2019), o parlamentar afirmou que a demissão do diretor Marcos Pinto e de Levy foi “uma covardia sem precedentes”.

“Uma pena o Brasil ter perdido dois quadros da qualidade deles, da forma como foram retirados”, lamentou Maia. O presidente da Câmara responsabilizou Paulo Guedes e disse que o ministro errou por não saber controlar a crise desencadeada pelas declarações do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Na ocasião, o chefe do Executivo nacional apontou que a cabeça do ex-presidente do BNDES “estava a prêmio”. “Quem nomeou foi o Paulo Guedes. Ele quem precisa garantir equilíbrio nessas relações”, pontuou Maia.

Bolsonaro disse que poderia demitir Levy após o presidente pedir a saída do novo diretor de Mercado de Capitais da instituição financeira, Marcos Pinto, considerado pelo chefe do Planalto alguém “suspeito”. Pinto trabalhou como assessor do banco no governo PT.

“O Levy nomeou Marcos Pinto para o BNDES e eu já estou por aqui com o Levy. Falei pra ele: ‘Demite esse cara ou eu demito você segunda sem falar com o Guedes’”, contou Bolsonaro na ocasião.

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