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Política

Temer desmente Jucá e diz que decidirá data da votação da Previdência

Planalto publicou nota contraditória após as declarações do líder do governo no Senado, Romero Jucá, de que reforma ficaria para fevereiro

13/12/2017 19:48, atualizado 13/12/2017 19:57
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Temer desmente Jucá e diz que decidirá data da votação da Previdência

Após as declarações do líder do governo no Senado, Romero Jucá, de que já haveria um acordo para deixar a reforma da Previdência para fevereiro, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República publicou uma nota para informar que Jucá se antecipou ao divulgar informação. O presidente afirma que terá conversas para definir a data da votação. A informação é do jornal O Globo.

Segundo o texto, a nota divulgada pelo Planalto nesta tarde diz que o presidente espera que seja lido na quinta-feira o novo projeto da reforma da Previdência, de autoria do relator da proposta, deputado Arthur Maia (PPS-BA), e que só depois disso vai conversar com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunicio Oliveira (PMDB-CE), para definir a data de votação.

“Após passar por procedimento cirúrgico em São Paulo na tarde de hoje, o presidente Michel Temer retornará a Brasília nesta quinta-feira (14), com liberação da equipe médica que o acompanha”, diz a Secom. “Ele espera ainda para amanhã a leitura da emenda aglutinativa do deputado Arthur Maia sobre a reforma da Previdência. Somente depois disso o presidente discutirá com os presidentes do Senado Federal, Eunício Oliveira, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a data de votação da proposta”, completa o texto divulgado no Planalto.

Auxiliares do presidente fizeram reuniões no Planalto, após as declarações de Jucá, e decidiram publicar a nota para mostrar que não há a intenção “de jogar a toalha” na “batalha” pela aprovação da proposta.

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De acordo com a reportagem, antes das declarações de Jucá, auxiliares do presidente ressaltavam que ele havia ficado “muito animado” com o fechamento de questão do PSDB. Temer, que foi obrigado a cancelar parte da agenda desta quarta por problemas urológicos, vinha mantendo uma extensa agenda na tentativa de conseguir os 308 votos para aprovar a proposta.