STF forma maioria para arquivar investigação sobre cheques a Michelle
Após PGR dizer não haver indícios de crimes, seis ministros votaram pelo arquivamento. Votação ocorre em plenário virtual

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta segunda-feira (5/7) maioria de votos para arquivar o pedido de investigação sobre os cheques depositados pelo ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) Fabrício Queiroz à primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
O relator, Marco Aurélio Mello, havia votado pelo arquivamento do pedido. Acompanharam o voto os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Nunes Marques, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.
O julgamento ocorre em plenário virtual e começou no último dia 25, podendo se prolongar até 2 de agosto.
Em maio, o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou não ter enxergado “indícios do cometimento de infrações penais pelo presidente” no caso. Em manifestação ao STF, Aras rejeitou a notícia-crime e disse que não via, sequer, indícios “mínimos” de infração penal.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMatérias jornalísticas publicadas em 2020 indicaram que Queiroz depositou pelo menos 21 cheques na conta da primeira-dama entre os anos de 2011 e 2016. Os valores chegariam a R$ 72 mil. Outros cheques no nome da esposa de Queiroz, Márcia Aguiar, também foram detectados, somando R$ 89 mil.
Bolsonaro chegou a admitir ter recebido esses cheques e justificou que foram pagamento de uma dívida do assessor.
“Como falei desde o começo, aqueles cheques do Queiroz, ao longo de 10 anos, foram para mim, não foram para ela. R$ 89 mil por 10 anos, dá em torno de R$ 750 por mês. Isso é propina? Pelo amor de Deus!”, disse o presidente.
O pedido de investigação pelo Supremo foi feito em 2020, após publicação das reportagens, pelo advogado Ricardo Bretanha Schmidt.














