STF e o habeas corpus de Lula: as notícias das redes são verdadeiras?

Brasil terá estado de sítio? Juristas fizeram abaixo-assinado pela prisão em segunda instância? Lupa checou veracidade do que circula na web

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Ricardo Stuckert/Instituto Lula
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1 de 1 LULA-CU-840×445 - Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Na tarde desta quarta-feira (4/4), o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará o habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em janeiro, ele foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Em decorrência do julgamento, desde o início da tarde dessa terça (3), diversas manifestações acontecem no Brasil e reverberam nas redes sociais.

Usando ferramentas de monitoramento como CrowdTangle e Buzzsumo, a Lupa acompanhará o grau de veracidade do que vem sendo postado na internet. Confira:

 

“Diante do cenário de protestos pelo país, governo federal já admite a declaração de estado de sítio”
Notícias Brasil Online (compartilhado mais de 1,6 mil vezes no Facebook até as 20h30 do dia 3 de abril de 2018, segundo o Buzzsumo)

Até a noite dessa terça-feira (3), o governo federal não havia feito nenhum pronunciamento nesse sentido. O site publicou o título acima, mas o texto resume-se a uma descrição do que ocorreu em 1968, na sequência dos protestos contra o assassinato de um estudante no Restaurante do Calabouço. No post, o presidente citado é Arthur da Costa e Silva.

 

“Advogados, juízes e procuradores foram ao STF com abaixo-assinado”

IGO ESTRELA/ESPECIAL PARA O METRÓPOLES
Vídeo do Movimento Avança Brasil (visto 38,8 mil vezes até as 20h40 do dia 3 de abril de 2018, segundo o CrowdTangle)

Um grupo de advogados levou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira (2) um abaixo-assinado com cerca de 3,6 mil assinaturas pedindo que a Corte só permita prisões de condenados após o julgamento de todos os recursos possíveis em todas as instâncias da Justiça. Na última sexta-feira (30), no entanto, juízes e promotores também apresentaram um abaixo-assinado ao Supremo manifestando posição contrária a dos advogados. O grupo defende a prisão após a condenação na segunda instância da Justiça.

 

“Senadores enviaram carta à ministra Cármen Lúcia pedindo a rejeição ao habeas corpus de Lula”
Vem Pra Rua Brasil (compartilhado 6,2 mil vezes no Facebook até as 20h30 do dia 3 de abril de 2018, segundo o CrowdTangle)

Um grupo composto por 20 senadores entregou nessa terça-feira (3), no gabinete da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, uma carta aberta na qual defende a manutenção do entendimento da Corte sobre prisão após a condenação em segunda instância. Segundo a carta, redigida pelo senador Lasier Martins (PSD-RS), adiar a execução da pena até estarem esgotados todos os recursos aos quais o condenado tem direito é “impedir a efetivação da condenação”. Na quarta-feira (4), o STF analisa o pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

“Deputado petista pede prisão de general que alertou para risco de conflagração nacional”
Politicanarede.com (compartilhado 2,4 mil vezes até as 20h50 do dia 3 de abril de 2018, segundo o CrowdTangle)

O site do PT confirma a informação. “O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) cobrou do presidente Michel Temer; do ministro da Defesa, general Luna; e do procurador-geral da Justiça Militar, Jaime de Cassio Miranda, a prisão preventiva do general Luiz Gonzaga Lessa, por crime de conspiração contra a nação, previsto no Código Penal Militar, artigo 152”, descreve a página.

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, ele defendeu uma “reação armada” por parte das Forças Armadas “se acontecer tanta rasteira e mudança da lei”, referindo-se ao julgamento do HC de Lula no STF.

Com reportagem de Cristina Tardáguila

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