Simone Tebet avalia que soberania e independência do Senado estão ameaçadas

Fala é uma crítica ao seu principal concorrente na disputa, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que tem o apoio explícito de Bolsonaro

atualizado 01/02/2021 17:15

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Postulante à presidência do Senado Federal, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) usou o tempo de tribuna para reforçar que se preocupa com a soberania da Casa. A fala é uma crítica ao seu principal concorrente na disputa, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que tem o apoio explícito do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Simone se defende como a candidata capaz de manter a independência institucional do Senado. “Independência não para fazer oposição, mas para que possamos exercer nosso poder constitucional de legislar e fiscalizar os demais Poderes. Para sermos freio e contrapeso a qualquer tentativa de abuso de poder, vinda de quem quer que seja.”

A parlamentar enfatizou a importância de ser a primeira mulher candidata à presidência do Congresso Nacional.

“Me desculpem o desabafo, mas estou com um misto de tristeza e indignação ao ver que sou a primeira mulher candidata no Senado Federal à presidência dessa Casa. Importante vermos as mulheres tendo voz e tendo vez”, disse.

Ao longo do discurso, Simone comparou a gestão do Senado ao comando de um barco. “A minha candidatura é um aporte de um novo barco. O nosso barco tem a bandeira da independência institucional pintada na melhor harmonia das cores da democracia.”

“Minha candidatura não está aqui para que tudo permaneça como se encontra. É um trabalho coletivo a favor do Brasil, a favor de oferecer ao Brasil um novo pacto político, sem as lentes embaçadas dos interesses individuais ou de grupos, sem as lentes das barganhas políticas que fizeram invisíveis milhões de brasileiros”, defendeu.

Simone também criticou a liberação de R$ 3 bilhões do governo federal para serem utilizados em emendas de parlamentares na reta final da disputa. “Não tenho cargos externos para oferecer, nem emendas extraordinárias. Não tenho apoio políticos oficiais, a não ser os vindos de diversos segmentos da sociedade. O que tenho a oferecer é um trabalho em conjunto a favor do Brasil”, completou.

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