Reverendo diz que foi filiado ao PSL e trabalhou na campanha de Bolsonaro

Amilton de Paula negou que tenha contato no governo, mas conseguiu uma reunião com a cúpula do Ministério da Saúde no mesmo dia do pedido

atualizado 03/08/2021 14:30

Amilton de Paula_Flavio BolsonaroReprodução/rede social

O reverendo Amilton Gomes de Paula afirmou, nesta terça-feira (3/8), que já foi filiado ao PSL, partido pelo qual Jair Bolsonaro (sem partido) se elegeu presidente da República, e que trabalhou na campanha dele em 2018.

Amilton, no entanto, destacou que, assim como Bolsonaro, não é mais filiado à legenda. “Já fui filiado”, disse ele à CPI da Covid-19, confirmando também que participou da campanha do presidente.

Ao ser questionado se tinha relacionamento com algum parlamentar, Amilton disse que “só” tinha “relacionamento republicano”. Indagado sobre nomes, o reverendo negou que tivesse qualquer relacionamento.

O reverendo negou que tenha contato ou influência no governo federal, mas conseguiu uma reunião com a cúpula do Ministério da Saúde 4 horas após pedir reunião, por e-mail.

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Amilton de Paula, que fundou a Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), uma organização sem fins lucrativos (ONG), teria sido autorizado pelo Ministério da Saúde a negociar vacinas da AstraZeneca em nome do governo brasileiro.

O reverendo também é apontado como intermediário das tratativas entre o Ministério da Saúde e a Davati Medical Supply, que ofertou doses de vacinas ao governo federal.

 

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