Previdência dos militares: José Priante será presidente de comissão
Nesta quarta-feira (14/08/2019), a Câmara dos Deputados deu o passo inicial para a tramitação do texto que altera regras de aposentadoria

Como esperado, o deputado José Priante (MDB-PA) foi eleito presidente da comissão especial que analisará a reforma da Previdência dos militares. A candidatura dele foi a única para o cargo. O parlamentar recebeu 20 votos.
Ao assumir a comissão, Priante disse que “a missão não é fácil”. “Tenho a convicção formada de que por si só a matéria é autoexplicativa”, ressaltou. Nesta quarta-feira (14/08/2019), a Câmara dos Deputados deu o passo inicial para a tramitação do texto que prevê as mudanças na aposentadoria dos integrantes das Forças Armadas.
O governo federal estima que o impacto fiscal líquido deve ser de, pelo menos, R$ 10,45 bilhões em 10 anos. Com quase uma hora de atraso, o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) iniciou os trabalhos do colegiado. Ficou para a próxima reunião da comissão a escolha dos vice-presidentes.
Entre as principais mudanças propostas pelo governo, está o aumento da contribuição pelos militares para a Previdência especial e do tempo de trabalho para o direito a aposentadorias e pensões.
Pelo texto, haverá aumento progressivo na alíquota de contribuição para a Previdência, atualmente em 7,5%. A proposta é de que a cada ano seja aplicado o aumento de um ponto percentual até 2022, quando essa alíquota deve chegar a 10,50%.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA nova regra estabelece aumento de cinco anos no tempo de serviço, elevando de 30 para 35 anos, tanto para homens quanto para mulheres. Já a idade mínima para aposentadoria varia de acordo com a patente do militar. Quanto mais alta, maior a idade mínima.
As contribuições pagas atualmente referem-se às pensões para cônjuge ou filhos, por exemplo, e passarão dos atuais 7,5% da remuneração bruta para 10,5% em 2020, de maneira escalonada. Pensionistas, alunos, cabos, soldados e inativos passarão a pagar a contribuição.



