Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Política

Por aprovação de reformas, governo faz ofensiva sobre partidos nanicos

Pleiteiam cargos no terceiro escalão e oferecem, em troca, a garantia de que a maioria de suas bancada votará a favor das reformas

25/04/2017 07:49, atualizado 25/04/2017 09:40
Michael Melo/Metrópoles
Por aprovação de reformas, governo faz ofensiva sobre partidos nanicos

Em busca de apoio para conseguir aprovar as reformas na Câmara, principalmente a da Previdência, o governo deu início a uma ofensiva até sobre os partidos nanicos na Casa. Na negociação, essas legendas pleiteiam cargos no terceiro escalão do Executivo e oferecem, em troca, a garantia de que a maioria de suas bancadas votará a favor das reformas.

Com cinco deputados, o PROS negocia com o Planalto uma diretoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). No início do governo Michel Temer, a sigla chegou a ter a presidência do órgão, com Gastão Vieira. Em dezembro de 2016, porém, ele foi substituído por Silvio Pinheiro, indicado pelo DEM.

Na última quinta-feira, 20, o governo também trocou o presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para atender o PTN, sigla que tem 13 deputados e que ameaçava deixar a base aliada ou votar contra as reformas, caso não conseguisse o cargo. Para atender o partido, Temer teve de abrir mão de uma indicação pessoal, do então presidente, Antônio Henrique Pires, para nomear Rodrigo Dias, indicado pelo PTN.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Com sete deputados, a negociação com o PHS é “caso a caso”. Segundo fontes do governo, o partido pleiteia diretorias em órgãos do terceiro escalão e deve ser atendido. Entre os nanicos, a sigla é a que mais preocupa: na primeira votação da urgência da reforma trabalhista, cinco deputados foram contra.