Polícia Federal cumpre mandados da Operação Lava Jato no DF

As sedes da empreiteira Odebrecht em Salvador e em Brasília estão entre os alvos da 26ª fase da investigação. Há equipes ainda no Rio, São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul, Piauí, Pernambuco e Santa Catarina

atualizado 22/03/2016 10:52

Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (22/3) a 26ª fase da Operação Lava Jato e cumpre mandados no Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Piauí, em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco e na Bahia. Cerca de 380 policiais federais cumprem 110 ordens judiciais. Estão sendo cumpridos 67 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de condução coercitiva, 11 mandados de prisão temporária e quatro mandados de prisão preventiva.

Uma viatura da PF entrou logo cedo no Hotel Golden Tulip, endereço de vários políticos que se hospedam na capital do país. O ex-presidente Lula também se hospeda no local quando vem a Brasília.

As sedes da empreiteira Odebrecht em Salvador e em Brasília são alvos de busca. Batizada de “Xepa”, a ação é um desbobramento da 23ª etapa (Acarajé), que levou para a prisão o ex-marqueteiro do PT, João Santana, e da mulher dele, Mônica Moura. Os dois são suspeitos de receber US$ 7,5 milhões em conta secreta no exterior e estão detidos na Superintendência da PF, em Curitiba.

Em decorrência da análise de parte do material apreendido com o casal, teria sido descoberto um esquema de contabilidade paralela no Grupo Odebrecht destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros, vários deles com vínculos diretos ou indiretos com o poder público em todas as esferas. O material indicou a realização de entregas de recursos em espécie a terceiros indicados por altos executivos do grupo nas mais variadas áreas de atuação do conglomerado empresarial.

Há indícios concretos de que o grupo se utilizou de operadores financeiros ligados ao mercado paralelo de câmbio para a disponibilização de tais recursos. Os investigados responderão, dentre outros, pelos crimes de corrupção, evasão de divisas, organização criminosa e lavagem de ativos.

No exterior
A nova fase da Lava Jato ocorre um dia depois da prisão do lobista Raul Schmidt Felippe Junior, em Lisboa, Portugal. Ele estava foragido desde julho de 2015, e foi preso preventivamente na primeira operação internacional realizada pela força-tarefa que conduz as investigações e foi batizada pelas autoridades portuguesas de “Polimento”.

Além de atuar como operador financeiro, Schmidt aparece como preposto de empresas internacionais na obtenção de contratos de exploração de plataformas da Petrobras. (Com informações do G1 e da Agência Estado)

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