PGR afirma que não foi informada sobre operação contra Salles

No despacho, o ministro do STF Alexandre de Moraes destacou que "após as diligências" a PGR deveria ficar ciente da operação

atualizado 19/05/2021 12:03

MPFAntonio Augusto / Secom / PGR

A Procuradoria-Geral da República afirmou não ter sido consultada sobre a Operação Akuanduba, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (19/5), para investigar crimes contra a administração pública.

ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Fortunato Bim, estão entre os alvos da operação. Bim foi afastado do cargo.

“A respeito de notícias veiculadas pela imprensa de que autoridade com foro no STF foi alvo de busca e apreensão, a PGR informa que não foi instada a se manifestar sobre a medida, o que, em princípio, pode violar o sistema constitucional acusatório”, afirmou a assessoria de comunicação da PGR em nota.

O trâmite incluiu o aviso prévio à PGR, que dá o parecer para que a investigação policial seja instaurada. Contudo, no despacho, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes considerou que a PGR fosse avisada após o cumprimento das diligências.

“Após o cumprimento das diligências, dê-se, imediata ciência à Procuradoria-Geral da República”, escreveu Moraes, no despacho de quinta-feira (13/5).

Operação Akuanduba

Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (19/5), a Operação Akuanduba, que investiga crimes contra a administração pública, como corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e, especialmente, facilitação de contrabando, praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro.

Após o início da operação, Salles foi à Superintendência da PF, em Brasília, por conta própria. Pelo menos 160 policiais federais cumprem 35 mandados de busca e apreensão no DF e nos estados de São Paulo e do Pará.

Entre os endereços, estão a sede do Ibama, o Ministério do Meio Ambiente e o apartamento de Salles, em São Paulo. As medidas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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