Pela segunda vez no ano, Bolsonaro exclui Mourão de reunião ministerial

Presidente reuniu 22 ministros no Palácio do Planalto. Vice-presidente não foi convidado para o encontro, que não estava previsto na agenda

atualizado

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Presidente Jair Bolsonaro Solenidade de Ação de Graças palacio planalto agenda presidente 1
1 de 1 Presidente Jair Bolsonaro Solenidade de Ação de Graças palacio planalto agenda presidente 1 - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) foi excluído de uma reunião ministerial realizada nesta terça-feira (9/2) no Palácio do Planalto. O encontro não estava previsto inicialmente na agenda do presidente da República. O general e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mostram certo afastamento desde o ano passado.

Foi a segunda reunião ministerial realizada em 2021 sem a presença de Mourão. Na primeira do ano, em 6 de janeiro, Mourão ainda cumpria isolamento depois de ter contraído a Covid-19.

Segundo a assessoria do vice-presidente, ele não compareceu à reunião porque encontro reunia apenas ministros e porque o general está comprometido com organização do encontro com o Conselho Nacional da Amazônia Legal, que acontece nesta quarta-feira (10/2).

Até as 12h desta terça, Mourão não tinha agenda oficial divulgada. Apesar do costume de dar declarações à imprensa ao chegar e deixar o gabinete, o general evitou o contato com jornalistas.

Na manhã desta terça, Bolsonaro se reuniu com 22 ministros e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Apenas o ministro das Comunicações, Fábio Faria, não compareceu ao encontro, porque está em missão internacional para tratar do leilão do 5G.

Duas vezes por mês, o presidente costumava convocar reuniões do Conselho de Governo, que reúne todo o gabinete presidencial, ministros de Estado e presidentes de empresas estatais, além do vice-presidente.

Os encontros do conselho normalmente eram realizados às terças-feiras no Planalto ou na residência oficial do presidente, no Alvorada. No entanto, esse conselho não se reúne desde novembro de 2020.

Assessor e impeachment

No fim de janeiro, o site O Antagonista vazou mensagens de um assessor parlamentar de Mourão que estaria articulando, na Câmara, o impeachment de Bolsonaro.

Depois de confirmado que o assessor Ricardo Roesch Morato Filho trocou, de fato, mensagens com um chefe de gabinete de um deputado federal, Mourão decidiu exonerá-lo.

“Foi uma situação lamentável. Em primeiro lugar, porque eu não concordo com o processo de impeachment. Segundo lugar ,porque não é a forma como eu trabalho. Foi uma troca de mensagens imprudente, gerou um ruído totalmente desnecessário no momento que a gente está vivendo”, disse o general à época.

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