Pacheco estuda juntar CPI do MEC com CPI governista, diz Randolfe

Presidente do Senado Federal externou a vontade de transformar os dois requerimentos em um único colegiado com dois objetos investigativos

atualizado 29/06/2022 16:59

O senador Randolfe Rodrigues durante sessão da CPI da Covid, sentado à mesa diretora. Ele usa máscara e fala diante de microfone, olhando pro lado - Metrópoles Hugo Barreto/Metrópoles

O líder da oposição no Senado Federal, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou, nesta quarta-feira (29/6), que o presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) avalia anexar, transformando em uma única comissão parlamentar de inquérito (CPI), os requerimentos de oposição e de governistas. O primeiro colegiado busca investigar as recentes denúncias envolvendo o Ministério da Educação, enquanto o segundo se propõe a apurar irregularidades nas obras paradas dos governos do PT.

A fala ocorreu após Randolfe reunir-se com o presidente da Casa, na companhia do líder da minoria, senador Jean Paul Prates (PT-RN). Do encontro, o oposicionista ainda ouviu de Pacheco a possibilidade de todas as demais CPIs “na fila” também sejam instaladas em paralelo às duas mais recentes, incluindo a CPI das ONGs da Amazônia e do Narcotráfico.

O martelo, contudo, ainda não está batido e Pacheco deve comunicar os líderes das bancadas sobre sua decisão na próxima segunda-feira (4/7), ainda de acordo com o líder da oposição.

“Compreendemos que a prerrogativa desta análise cabe à presidência do Senado, convencionamos com o presidente que a presidência fará essa análise e proferirá ao colégio de líderes a decisão sobre a instalação da CPI requisitada pela oposição, que ao nosso entender é a real e verdadeiro, e das outras CPIs que estão sendo propostas, no nosso entender, para tumultuar a CPI verdadeira”, explicou.

Randolfe, porém, se disse contrário à ideia proposta pelo presidente da Casa. “Entendemos que os objetos das CPIs são distintos. Eu tenho um mau presságio nessa ideia de unir às outras. Conheço a retórica, narrativa bolsonarista, que pressupõe a máxima de contar mentiras algumas vezes até que vire verdade”, criticou.

Oposição não irá ao STF

Jean Paul Prates defendeu que não há desejo da oposição e da minoria em recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer valer o Regimento Interno e, consequentemente, obrigar Pacheco a dar prosseguimento na instalação das CPIs, conforme ocorrido com a CPI da Covid-19, quando senadores foram à Corte para pressionar o presidente do Senado.

“Não há preocupação da nossa parte de que a CPI não tenha sua leitura realizada”, enfatizou o petista. “Não há necessidade de qualquer provocação ao STF. Saímos convencidos de que há um manifesto desejo no cumprimento do mandamento constitucional”, completou Randolfe Rodrigues.

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