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Política

Pacheco diz "não ter problema" em tratar da reformulação do CNMP

Presidente do Senado disse aguardar parecer da Câmara sobre a PEC 5/2021 para discutir a matéria com os senadores

14/10/2021 17:57
Igo Estrela/Metrópoles
Coletiva de imprensa com presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco 7

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou, nesta quinta-feira (14/10), “não ter problema algum” em tratar da reformulação de órgãos. A fala do senador ocorre em razão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 5/21, que altera a composição do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e tramita na Câmara dos Deputados.

A proposta estava prevista para ser votada nesta tarde pelos deputados. Os parlamentares discutiram a matéria, mas não houve acordo para a votação, que foi adiada para a próxima semana. Para Pacheco, “modificações que venham para aprimorar são sempre bem-vindas”.

“Precisamos fazer uma avaliação de mérito desta PEC para saber se é o caso de evoluirmos neste sentido. No que cabe ao Senado, é esperar que a Câmara decida e, uma vez aprovado lá, faremos a nossa avaliação do mérito aqui”, defendeu o presidente do Senado.

A PEC que ficou de ser votada na Câmara é tida como polêmica por parlamentares e provoca forte reações de membros do Ministério Público. Entre as críticas, os promotores reclamam do dispositivo da proposta que prevê indicação política de congressistas para o cargo de corregedor.

No entendimento de procuradores e promotores, a matéria favorece a influência de políticos no andamento de investigações. Um dos críticos à PEC é o ex-coordenador da Força-Tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, que publicou vídeo para se posicionar de forma contrária à proposta (veja abaixo).

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“Negociado com o MP”

Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) negou que a matéria represente algum tipo de ingerência no CNMP. Segundo o deputado, o “texto foi amadurecido e negociado com o Ministério Público, CONAMP, colégio de procuradores-gerais de Justiça”.

“Toda a legislação carece de aperfeiçoamento. Câmara e Senado têm o Conselho de Ética, o Poder Judiciário tem o CNJ, mas o MP não tem o código de ética. E foi um dos assuntos tratados na PEC. Foi dado um prazo para que o MP fizesse seu código de ética, caso contrário o Congresso o faria”, explicou.

Lira também afirmou que todos os órgãos têm o controle externo. “Só o MP não se tem o controle, porque a formação do MP sempre foi paternalista. Dificilmente se tem ações de improbidade contra procuradores ou contra integrantes do MP”, disse.

Pacheco diz "não ter problema" em tratar da reformulação do CNMP