Pacheco afirma que “quem pretender retrocesso será inimigo da nação”

Em nome do Legislativo, o senador afirmou que o Parlamento "não admitirá qualquer ato contrário à democracia"

atualizado 09/07/2021 17:19

Coletiva de imprensa com presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco.Igo Estrela/Metrópoles

O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou, nesta sexta-feira (9/7), que “todo aquele que pretender algum retrocesso será apontado pela história como inimigo da nação”. Em nome do Legislativo, o senador defendeu que o Parlamento “não admitirá qualquer ato contrário à democracia”.

A manifestação ocorre horas após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) insinuar, mais uma vez, que contestará o resultado das eleições presidenciais em 2022. Na oportunidade, o chefe do Executivo ainda atacou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, que chamou de “imbecil”.

Pacheco prestou solidariedade a Barroso e enfatizou: “Discordo de qualquer ataque”. O presidente do Senado repudiou “retrocessos”.

“Tudo que houver de especulações, como a frustração das eleições próximas, é algo com o que o Congresso não concorda e repudia veementemente. Não admitiremos qualquer tipo de retrocesso nesse sentido”, disse.

“É preciso fazer a defesa da preservação absoluta de algo que é inegociável, a preservação do Estado Democrático de Direito. Algo que a geração antes da minha conquistou no Brasil e que a minha geração tem obrigação de manter. Não podemos admitir qualquer tipo de fala e de ato contrário à democracia”, continuou.

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“Fraude está no TSE”

A coletiva do presidente do Senado é uma resposta às manifestações de Bolsonaro sobre fraudes no sistema eleitoral. O chefe do Executivo voltou a cobrar que o atual sistema eleitoral abandone as urnas eletrônicas e adote a modalidade do voto impresso.

“A fraude está no TSE [Tribunal Superior Eleitoral], para não ter dúvida”, disparou Bolsonaro pela manhã.

“Daí vêm os institutos de pesquisa – fraudados também – botando ali o ‘9 dedos’ lá em cima. Pra quê? Pra ser confirmado com voto fraudável no TSE. Não estou culpando todos os servidores do TSE, mas a cabeça ali tem algo, porque eles não querem o voto auditável”, prosseguiu, acusando.

Bolsonaro tem insistido na tese de que a urna eletrônica – que o elegeu para sucessivos mandatos na Câmara dos Deputados, e para a Presidência da República, em 2018 – é passível de fraude.

“Pode ter certeza: urna é fraudada. Nós vamos ter eleições limpas, pode ter certeza. E eu não participar de fraude não quer dizer que eu vou ficar em casa. Não teremos eleições fraudadas em 2022”, declarou o mandatário a seus simpatizantes.

“Já tá certo quem vai ser presidente o ano que vem. A gente vai deixar entregar? A cada dia que passa, vocês estão se conscientizando. Não se justifica. Então, nós temos que conscientizar quem tá do nosso lado. Se as eleições fossem honestas por causa da tecnologia, por que mundo não adota?”, seguiu questionando.

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