Operação Vertex: PF prende mulher do senador Omar Aziz

O MPF investiga supostas entregas de dinheiro que teriam sido realizadas para ocultar a entrega de valores por meio de contratos de aluguel

atualizado 19/07/2019 13:40

A Polícia Federal no Amazonas prendeu, nesta sexta-feira (19/07/2019), Nejmi Aziz, mulher do ex-governador e atual senador Omar José Abdel Aziz (PSD). Nejmi, vice-presidente estadual do PSD Amazonas, foi detida no âmbito da Operação Vertex, nova fase da ‘Maus Caminhos’. A ex-primeira dama foi candidata a deputada estadual nas eleições 2018 mas não foi eleita.

Na ocasião, Nejmi Aziz declarou mais de R$ 30 milhões em bens ao Tribunal Superior Eleitoral, valor quase 20 vezes superior ao de seu marido, que concorreu ao governo do Amazonas em 2018 e informou à Corte que possuía pouco mais de R$ 1,5 milhão em bens.

A Operação Vertex cumpre no Amazonas, em Brasília e em São Paulo 49 ordens expedidas pela Justiça Federal – nove mandados de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão, sete mandados de sequestro de bens móveis e 18 mandados de bloqueios de contas de pessoas físicas e jurídicas, congelando cerca de R$ 92,5 milhões.

Segundo o Ministério Público Federal, os investigados são pessoas físicas e jurídicas ligadas ao o ex-governador do Amazonas Omar José Abdel Aziz (PSD).

A PF apura supostas entregas de dinheiro em espécie e negócios que teriam sido realizados para ocultar a entrega de valores dissimulados por meio de contratos de aluguel e de compra e venda.

Segundo a PF, o Supremo Tribunal Federal desmembrou a investigação porque foram encontrados indícios de que ‘um ex-governador do Amazonas teria recebido vantagens indevidas’ – por exercer o cargo de senador o político poderia ter direito a foro privilegiado no Supremo.

A Polícia Federal indicou que por conta de um entendimento do Supremo – de que o foro por prerrogativa de função conferido aos deputados federais e senadores se aplica apenas a crimes cometidos no exercício do cargo e em razão das funções a ele relacionadas – o Ministro Dias Toffoli enviou a investigação ao juízo de 1ª instância, e assim, em janeiro deste ano, a investigação foi retomada.

 

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