Onyx demite secretário responsável pelo Bolsa Família

Programa é alvo de deputados que querem reformular a política. Mudanças gerariam gasto de R$ 9 bilhões a mais para União

Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 04/03/2020 13:58

As mudanças promovidas pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, continuam — até agora, três rodadas de demissões exoneraram 22 pessoas. Nesta quarta-feira (04/03/2020), o titular da pasta desligou do cargo o secretário Especial do Desenvolvimento Social, Welington Coimbra.

Ele era responsável pelo programa Bolsa Família, uma das principais políticas da pasta e que tem chamado a atenção de parlamentares.

O cargo, contudo, não ficou vago. Onyx nomeou o pastor Sérgio Augusto de Queiroz para o posto. Procurador da Fazenda Nacional, o religioso estava na chefia da Secretaria Nacional de Proteção Global do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Propostas de reformulação do Bolsa Família começaram a ser discutidas paralelamente no Executivo e no Legislativo, com pontos divergentes – e, até o momento, sem diálogo entre ambas as partes.

Capitaneados pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deputados apresentaram uma série de propostas para a reformulação do Bolsa Família, no sentido de desenvolver uma agenda social própria do Congresso.

Comissão mista que avalia a Medida Provisória nº 898/2019, responsável por instituir o pagamento de 13° salário do Bolsa Família, aprovou nessa terça-feira (03/03) o relatório de Randolfe Rodrigues (Pode-AP), que torna permanente o benefício. Originalmente, o texto do governo federal previa o pagamento apenas em 2020.

Dentre as mudanças propostas pelos parlamentares para o Bolsa Família, estão tornar o programa uma política de Estado, elevar as linhas de pobreza e de extrema pobreza para que mais pessoas sejam atendidas e aumentar o valor dos benefícios. O impacto nas contas públicas previsto com as mudanças é de R$ 9 bilhões a mais.

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