“Número não faz diferença”, diz Pazuello sobre 101 mil mortes por Covid-19

"O que faz a diferença é cada brasileiro que se perde", completou o ministro interino da Saúde, nesta segunda-feira

atualizado 10/08/2020 13:24

Ministro Interino da Saúde, Eduardo PazuelloIgo Estrela/Metrópoles

O ministro da Saúde interino, general Eduardo Pazuello, voltou a comentar na manhã desta segunda-feira (10/8) a marca de 100 mil mortes no país causadas pela Covid-19, doença do novo coronavírus. Segundo ele, o dado não faz diferença.

“Não é um número que vai fazer a diferença. Não é 95, 98 ou 101 que vai fazer a diferença. O que faz a diferença é cada brasileiro que se perde”, ressaltou o general das Forças Armadas, segundo registro feito pelo portal UOL Notícias.

Eduardo Pazuello participou nesta manhã de uma cerimônia de inauguração das operações da Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro (RJ).

“Nós precisamos compreender como parar o sangramento com diagnóstico precoce, tratamento imediato e suporte respiratório antes da UTI”, prosseguiu o ministro interino da Saúde, que está no cargo desde 15 de maio, com a saída de Nelson Teich.

O discurso de Pazuello reforça nota publicada nesse sábado (8/8), quando a marca de 100 mil mortos por Covid-19 foi atingida, na administração do ministro. Na ocasião, ele disse que “não se trata de números, planilhas ou estatísticas, mas de vidas perdidas”.

O ministro destacou o empenho dos profissionais de saúde que estão na linha de frente do enfrentamento à Covid-19. “Mais de 2 milhões de brasileiros foram salvos. O mundo todo está na busca da vacina e tenham certeza de que ele chegará para todos”, disse.

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O Ministério da Saúde registrou até esse domingo (9/8) 101.049 mortes causadas pela Covid-19 no país. Já o número de casos confirmados da doença é superior a 3,03 milhões, segundo a pasta.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem sido acusado – pela oposição e ainda por especialistas – de ser o principal culpado pelo número crescente de mortes.

Desde o início da pandemia, o Ministério da Saúde perdeu dois chefes, os médicos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, por descordarem de Bolsonaro ao seguirem recomendações da OMS.

Outra cobrança que cai em cima do presidente é sobre uma suposta falta de sensibilidade para com as vítimas de Covid-19.

Neste sábado, ele se calou sobre as 100 mil mortes. Por outro lado, o STF e o Congresso Nacional decretaram luto oficial. O governo federal, via Secretaria de Comunicação, comemorou o número de curados.

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