Mourão sobre recorde de desmatamento: “Números péssimos e horrorosos”

Os últimos dados do sistema Deter revelaram que os alertas de desmatamento registrados na Amazônia em abril bateram o maior recorde da série

atualizado 09/05/2022 10:49

O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) se referiu ao novo recorde de desmatamento do últimos mês de abril como “números péssimos e horrorosos”. Na sexta-feira (6/5), os dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), revelaram que os alertas de desmatamento registrados na Amazônia no mês de abril — entre os dias 1º e 29 de abril — alcançaram um total de 1.013 km², maior da série histórica.

Questionado sobre os números, Mourão retrucou: “[Os números foram] Péssimos, horrorosos. Estamos vendo aí onde estamos errando”, lamentou.

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O general, que preside o Conselho Nacional da Amazônia, ainda atribuiu a responsabilidade aos ministérios gestores das agências e órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

“Estamos com ações, como a Operação Guardiões do Bioma, que é uma operação conjunta do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Justiça. Então, tem que ver com eles onde é que está tendo uma falha”, assinalou Mourão.

Concentração em MT e AM

Segundo o Inpe, pelo quarto mês consecutivo, os alertas de desmatamento seguiram concentrados nos estados do Amazonas (34,2%), Pará (28,3%) e Mato Grosso (23,8%). Segundo o órgão, nos três primeiros meses do ano, a região bateu o recorde de 941,3 km² desmatados.

Em abril do ano passado, o número era um recorde. Isso porque os quatro primeiros meses do ano são de chuva na Amazônia, o que dificulta a atuação de atividade ilegal.

Em abril de 2021, o órgão de pesquisa registrou 581 km² desmatados, ou seja, aumento de 43% em relação ao mesmo mês em 2020.

“Os maiores índices de abril foram lá no estado do Amazonas, naquela região do sul do Amazonas, uma região um pouco complicada, ao longo da BR-230, Humaitá, Apuí, então tem que ver o que está havendo e onde é que nós estamos errando”, reforçou o vice-presidente.

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