Mourão diz que é preciso “manter pressão nas operações” da Amazônia

Fala do vice-presidente foi feita dias após divulgação de recorde no desmatamento na região. Conselho da Amazônia Legal vai se reunir amanhã

atualizado 22/11/2021 10:07

Hamilton Mourão fala com a imprensa na saída da vice-presidênciaHugo Barreto/Metrópoles

Na véspera de mais uma reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) defendeu que seja mantida pressão sobre operações militares na Amazônia que visam ajudar no combate às queimadas e desmatamentos ilegais. Adicionalmente, ele afirmou ser preciso avançar sobre aspectos como a regularização fundiária e o pagamento dos serviços ambientais.

A 7ª reunião do conselho, do qual Mourão é presidente, vai ocorrer nessa terça-feira (23/11), em Brasília. Na ocasião, os ministros deverão apresentar as ações realizadas por suas pastas ao longo do ano para cumprir o planejamento estratégico do conselho.

Questionado nesta segunda-feira (22/11) se será necessário algum ajuste de rota, Mourão disse:

“Não, tem que manter a pressão nas operações, mas também tem que avançar os outros aspectos. Senão, a gente não consegue resolver o problema. Então, tem que avançar a regularização fundiária, o pagamento dos serviços ambientais, se modo que o proprietário de terra lá ele entenda que tendo 80% da sua área preservada aquilo vai dar um recurso pra ele anualmente. E vai compensar muito mais do que ele estar na ilegalidade e desmatar”.

Operações militares

O governo federal empregou militares na Amazônia por meio da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O objetivo era que as Forças Armadas ajudassem o trabalho de agentes ambientais de frear o desmatamento, as queimadas ilegais e os crimes ambientais na região.

Inicialmente, a operação estava prevista para ocorrer de 28 de junho até 31 de agosto, mas o governo decidiu prorrogar a presença de tropas das Forças Armadas na Amazônia por mais 45 dias. Com o novo prazo, a operação foi encerrada em 15 de outubro.

Apesar da operação, dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite-Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados na última quinta-feira (18/11), mostraram que o desmatamento na Amazônia nos 12 meses entre agosto de 2020 e julho de 2021 foi o maior para esse intervalo de tempo desde 2006.

O Inpe revelou que a Amazônia perdeu 13,235 mil km² de árvores no último ano. O Inpe é um órgão governamental, e desmente negativas de autoridades sobre controle e redução do problema.

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