Mourão afirma que governo não vai prorrogar GLO na Amazônia

Operação encerra nesta sexta-feira (15/10). Segundo o vice-presidente, militares seguirão com apoio logístico no combate a crimes ambientais

atualizado 15/10/2021 9:36

Hamilton Mourão fala com a imprensa na saída da vice-presidênciaHugo Barreto/Metrópoles

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse nesta sexta-feira (15/10) que o governo federal decidiu não prorrogar a Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) denominada Operação Samaúma.

O principal objetivo da GLO era empreender esforços das Forças Armadas para ajudar a frear o desmatamento, as queimadas ilegais e os crimes ambientais gerais nas áreas estabelecidas em 26 municípios nos estados de Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia.

“Termina hoje. Sem renovação da GLO. O que foi acertado? As Forças Armadas continuam a prestar apoio logístico de comunicações de inteligência, o Ministério do Meio Ambiente, que teve o seu orçamento duplicado, ele repassa o recurso necessário para o Ministério da Defesa, coordenação feita dentro do grupo gestor e pronto, segue o baile”, disse Mourão a jornalistas ao chegar ao Palácio do Planalto

“Os militares vão prestar apoio na parte de transporte, segurança em alguns momentos, quando for necessário, mas não aquela presença 100% no campo”, explicou o vice.

Inicialmente, a operação estava prevista para ocorrer de 28 de junho até 31 de agosto, mas o governo decidiu prorrogar a presença de tropas das Forças Armadas na Amazônia por mais 45 dias. Na ocasião, o vice disse ter havido sobra de recursos da GLO.

De acordo com Mourão, que também comanda o Conselho Nacional da Amazônia Legal (Cnal), não será necessária nova renovação do decreto porque as agências ambientais estão com mais condições de trabalhar agora.

“As agências ambientais estão com mais gente agora em condições de trabalhar. Vamos lembrar que o ano passado a intensidade da Covid era muito maior, pessoal não tava vacinado, tem muita gente de mais idade que são funcionários das agências e agora estão em condições de trabalhar full.”

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