Moraes diz que eleições são “orgulho nacional” e Bolsonaro não aplaude

Ministro assumiu o comando da Corte em cerimônia com mais de 2 mil convidados, entre eles Bolsonaro, Lula, Dilma, Temer e Sarney

atualizado 16/08/2022 21:11

Ministro alexande de moraes durante a última sessão plenária de julgamento da gestão do Ministro Edson Fachin à frente do Tribunal Superior Eleitoral TSE Igo Estrela/Metrópoles

Ao tomar posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (16/8), o ministro Alexandre de Moraes saiu em defesa do sistema eleitoral brasileiro. Em discurso na cerimônia, Moraes afirmou que o processo é “orgulho nacional”.

“Somos 156.454.011 eleitores aptos a votar. Somos uma das maiores democracias do mundo em termos de voto popular, estando entre as quatro maiores democracias do mundo. Mas somos a única, a única democracia do mundo que apura e divulga os resultados eleitorais no mesmo dia, com agilidade, segurança, competência e transparência. Isso é motivo de orgulho nacional”, disse o ministro.

A declaração de Moraes foi feita logo após ele assumir o comando da Justiça Eleitoral. Na mesma ocasião, o ministro Ricardo Lewandowski foi empossado vice-presidente da Corte Eleitoral. Após a fala, o presidente do TSE foi fortemente aplaudido pelos presentes na cerimônia. O presidente Jair Bolsonaro (PL), que participava da posse, não aplaudiu.

Veja:

Moraes e Lewandowski foram eleitos para os cargos no dia 14 de junho. Eles serão responsáveis por conduzir as eleições deste ano. Nos últimos seis meses, o TSE foi presidido pelo ministro Edson Fachin.

A cerimônia teve a presença de convidados e autoridades dos Três Poderes da República. Foram ao plenário para a posse os quatro candidatos mais bem colocados nas pesquisas – Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT) e Simonte Tebet (MDB).

Além deles, também prestigiaram o ministro os ex-presidentes Michel Temer (MDB), Dilma Rousseff (PT) e José Sarney (MDB).

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Posse de Moraes no TSE

O ministro Alexandre de Moraes tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral em cerimônia realizada no plenário da Corte. Na mesma ocasião, o ministro Ricardo Lewandowski foi empossado vice-presidente da Justiça Eleitoral. Os dois ficarão no comando do tribunal até 2024 (leia detalhes sobre a carreira dos ministros mais abaixo).

Os dois ministros foram eleitos para os cargos no dia 14 de junho. Eles serão responsáveis por conduzir as eleições de outubro deste ano. Nos últimos seis meses, o TSE foi presidido pelo ministro Edson Fachin.

O TSE é integrado por, no mínimo, sete ministros. Três ministros são do STF, um dos quais é o presidente da Corte; dois ministros são do Superior Tribunal de Justiça (STJ), um dos quais é o corregedor-geral da Justiça Eleitoral; e dois são juristas, provenientes da classe dos advogados, nomeados pelo presidente da República.

Quem é Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes é natural de São Paulo (SP). É ministro efetivo do TSE desde 2 de junho de 2020, após atuar como substituto desde abril de 2017.

Possui doutorado em Direito do Estado, livre-docência em Direito Constitucional e é autor de livros e artigos acadêmicos em diversas áreas do Direito.

Ao longo de sua carreira, atuou como promotor de Justiça, advogado, professor de Direito Constitucional, consultor jurídico e ministro da Justiça do ex-presidente Michel Temer (MDB). Integra o colegiado do Supremo Tribunal Federal (STF) desde março de 2017.

Quem é Ricardo Lewandowski

Nascido no Rio de Janeiro, em 11 de maio de 1948, Lewandowski é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 16 de março de 2006.

Ele é doutor em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e Master of Arts em Relações Internacionais pela Fletcher School of Law and Diplomacy, da Tufts University, administrada em cooperação com a Harvard University.

Antes de ingressar no Supremo, também foi desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e juiz do Tribunal de Alçada Criminal do estado. Lewandowski já presidiu o TSE de 2010 a 2012.

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