Miranda: Pazuello saiu por se recusar a dar “pixulé” a congressistas

Deputado federal reiterou versão negada pelo próprio ministro em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid

atualizado

metropoles.com

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Divulgaçāo Democratas
Luis Miranda
1 de 1 Luis Miranda - Foto: Divulgaçāo Democratas

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirmou, nesta sexta-feira (25/6), à CPI da Covid, que o general Eduardo Pazuello teria deixado o Ministério da Saúde após se recusar a dar “pixulé” para congressistas no final do ano passado.

Segundo o democrata, o general teria confessado, em tom de desabafo, as pressões para liberação de emendas a parlamentares.

“[Pazuello] Falou, apenas, que pessoas muito poderosas, que são do Parlamento, avisaram a ele que, se não soltasse aquelas emendas de fim de ano para um grupo específico, ele estaria fora [do Ministério da Saúde].”

Segundo Miranda, Pazuello aparentava descontentamento com a saída da pasta. “Olhou para minha cara, com cara de descontentamento e disse: ‘Luis, no duro, mas nesta semana, certeza, vou ser exonerado. Eu tenho conhecimento de algumas coisas, tento coibir, mas exatamente por eu não compactuar com algumas situações é que eu estou sendo exonerado'”, disse.

O deputado revelou ainda que, durante a conversa com Pazuello, o então ministro relatou ter sofrido retaliações para lançar uma vacina brasileira. “Ele me disse: ‘Vou te contar uma historinha só da vacina, desde o meio do ano passado, [o ministério] lutava para a gente lançar a nossa vacina, mas foi travado várias vezes'”.

Miranda disse aos senadores que o general tinha conhecimento de irregularidades na aquisição de imunizantes pelo Ministério da Saúde. “Não tratei do problema específico [com Pazuello], eu falei que tinha levado uma denúncia e ele disse que tinham vários problemas por causa disso [compra de vacinas]. Ele me disse: ‘Meu irmão, estou saindo fora disso aqui’.”

Depoimento Pazuello

Em depoimento à CPI da Covid, em 19 de maio, Pazuello negou a versão. O ex-ministro disse ao colegiado que usou o termo “pixulé” para se referir a recursos não aplicados em programas do governo.

O termo foi dito pelo então ministro na sua saída do comando da pasta. Em vídeo, ele defendeu que a recusa promoveu o início da “crise com a liderança política que temos hoje”. “Aí chegou no final do ano, uma carreata de gente pedindo dinheiro politicamente. Foi outra porrada, porque todos queriam o pixulé”, prossegue ele na gravação.

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Luis Ricardo na CPI da Covid
Deputado Luis Miranda (DEM-DF)em depoimento à CPI da Covid-19
Luis Ricardo, servidor do Ministério da Saúde, na CPI da Covid
Deputado federal Luis Miranda na CPI da Covid
Omar Aziz e Renan Calheiros na CPI da Covid
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Deputado Luis Miranda (DEM-DF)em depoimento à CPI da Covid-19
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Luis Ricardo, servidor do Ministério da Saúde, na CPI da Covid
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Senador tem se destacado por trabalho de oposição ao governo federal na comissão
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Senador tem se destacado por trabalho de oposição ao governo federal na comissão

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Apesar disso, senador está disposto a aceitar convite, caso Bolsonaro o faça
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Apesar disso, senador está disposto a aceitar convite, caso Bolsonaro o faça

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Irmãos Miranda

Luis Ricardo foi convidado após a CPI ter acesso ao depoimento dele ao MPF, que investiga supostas irregularidades nas negociações relativas ao imunizante. O servidor disse ter sofrido pressão atípica de superiores e de membros do governo federal na articulação junto à Anvisa pela vacina.

O parlamentar, por sua vez, colocou-se à disposição da comissão para prestar depoimento junto ao irmão, alegando ter mais informações sobre o caso. Os irmãos disseram também terem alertado o presidente Jair Bolsonaro sobre as suspeitas envolvendo a transação.

Com o depoimento deles, senadores avaliam que a CPI está entrando numa nova fase, que investiga corrupção na aquisição de vacinas.

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