Ministro do STF, Roberto Barroso diz defender semipresidencialismo

Magistrado também disse, nesta terça-feira (22/3), que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff foi um evento "traumático"

atualizado 22/03/2022 15:48

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, anuncia, em entrevista coletiva, o resultado da sexta edição do Teste Público de SegurançaGustavo Moreno/Especial Metrópoles

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso (foto em destaque) afirmou, nesta terça-feira (22/3), ser a favor do semipresidencialismo — sistema de governo no qual o presidente da República compartilha o poder com um primeiro-ministro, eleito pelo Congresso Nacional.

“Defendo [há] muito tempo. E não para agora, para não mexer com nenhum interesse posto na mesa, [mas] para que haja mecanismos institucionais de destituição de governos que percam a sustentação política”, afirmou o magistrado.

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O comentário ocorre uma semana após o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), instituir um grupo de trabalho para debater temas relacionados ao semipresidencialismo.

Barroso discursou no Centro Brasileiro de Estudos Constitucionais (CBEC), do Ceub, em Brasília. Antes de declarar apoio ao semipresidencialismo, o ministro afirmou que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi um evento “traumático”.

“Salvo em situações extremas, o impeachment não é uma boa solução. É sempre traumático”, disse ele.

“Vem o impeachment e depois vem uma onda que deságua em 2018 com a eleição do novo presidente. […] A democracia no Brasil viveu momentos preocupantes e acho que, apesar das turbulências, temos conseguido preservar a institucionalidade brasileira. Mas não dá para fazer de conta que não ocorreram eventos graves”, disse Barroso, ao citar a presença de Bolsonaro em manifestações antidemocráticas.

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