Ministro afirma que congelar aposentadorias “nunca foi opção” do governo

Jorge Oliveira e o senador Flávio Bolsonaro classificaram como "falsas" as informações sobre projeto pretendido pela equipe econômica

atualizado 15/09/2020 11:37

entrega da PEC da Reforma Administrativa no congresso nacionalIgo Estrela/Metrópoles

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira, escreveu nas redes sociais que o congelamento de aposentadorias “nunca foi” uma opção do governo. O filho mais velho de Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, chamou de “fake news” a informação confirmada pela equipe econômica do governo e publicada em todos os principais jornais.

Segundo Jorge, o presidente se deparou com “informações inverídicas” sobre o congelamento das aposentadorias. Irritado com a proposta do que vinha chamando de “tirar dos pobres para dar aos paupérrimos”, Bolsonaro desistiu de criar o programa Renda Brasil e disse que irá continuar com o Bolsa Família até o fim do mandato.

Um dos idealizadores dessa proposta, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, explicou o projeto em entrevista ao G1. “A desindexação que apoiamos diretamente é a dos benefícios previdenciários para quem ganha um salário mínimo e acima de um salário mínimo, não havendo uma regra simples e direta. O benefício hoje sendo de R$ 1.300, no ano que vem, ao invés de ser corrigido pelo INPC, ele seria mantido em R$ 1.300. Não haveria redução, haveria manutenção”, disse.

A ausência de Waldery Rodrigues foi notada durante a coletiva de imprensa do Boletim Macrofiscal da pasta. O chefe do secretário, ministro Paulo Guedes, adiou a participação em uma conferência sobre telecomunicações e foi chamado às pressas por Bolsonaro para dar explicações.

Últimas notícias